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PM detém seis estudantes após nova ocupação de prédios da administração da USP

  • 9 de jun.
  • 2 min de leitura

09/06/2026


Reprodução/Instagram/@marimbondo.uspleste/Estadão
Reprodução/Instagram/@marimbondo.uspleste/Estadão



Seis estudantes foram detidos após a ocupação dos blocos K e L da administração central da Universidade de São Paulo (USP), na Cidade Universitária, zona oeste da capital.


A ação foi realizada na noite da segunda-feira, 8, por um grupo de alunos que reivindica mudanças nas políticas de permanência estudantil e ocorreu poucas horas depois de uma assembleia aprovar a recomendação para o encerramento da greve iniciada em 14 de abril.


A ocupação foi encerrada após acionamento da Polícia Militar.


Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os policiais encontraram no local barricadas bloqueando as entradas dos edifícios que foram desobstruídas após a retirada dos estudantes.


Os seis detidos, com idades entre 18 e 22 anos, foram encaminhados ao 7º Distrito Policial, na Lapa, onde prestaram depoimento e foram liberados.


Em vídeo publicado nas redes sociais, o grupo que reivindica a ação afirma que foram retirados à força do prédio e acusaram policiais e agentes da guarda universitária de agir com truculência durante a operação.


Procurada pelo Estadão, a Polícia Militar não se manifestou sobre o caso.


A USP afirma que o local foi invadido por pessoas encapuzadas portando paus e cassetetes e que rojões e fogos de artifício foram disparados contra agentes que atuavam no local.


A reitoria informou que integrantes da guarda universitária sofreram escoriações durante a ocorrência e que ao menos três deles precisaram de atendimento no Hospital Universitário.


De acordo com a SSP, após a ação foram apreendidos fogos de artifício, porretes, rádios comunicadores, um megafone, uma marreta, um estilingue e outros objetos.


O caso foi registrado como lesão corporal de natureza grave e dano ao patrimônio público.


Em manifesto divulgado após a ocupação, os responsáveis pela ação afirmaram atuar de forma independente, sem vínculo com o Diretório Central dos Estudantes (DCE), que conduziu a greve nos últimos meses.


O grupo diz que a mobilização busca pressionar a universidade a avançar nas negociações sobre permanência estudantil.


Horas antes, uma assembleia geral aprovou a recomendação para encerrar a paralisação na universidade iniciada em abril.


A decisão ainda precisa ser referendada pelos cursos, mas sinaliza uma mudança no cenário do movimento.


Nos últimos dias, unidades como a Faculdade de Direito, a Escola Politécnica e a Faculdade de Medicina já tinham votado pela retomada das atividades.


Segundo a reitoria, 24 unidades encerraram a greve, enquanto outras 19 ainda mantinham algum tipo de mobilização.


O principal impasse entre estudantes e administração está relacionado aos auxílios do Papfe.


Atualmente, os benefícios variam de R$ 335 para moradores do conjunto residencial estudantil a R$ 885 para estudantes contemplados com auxílio integral.


A USP propôs reajustar os valores com base no IPC-Fipe, elevando-os para R$ 340 e R$ 912, respectivamente.


Os estudantes consideram a proposta insuficiente e defendem benefícios equivalentes ao salário mínimo paulista. (Estadão Conteúdo).


Texto por: Rariane Costa


 
 
 

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