PIB do Paraná pode cair R$ 1,9 bi com tarifaço de Trump
- 18 de jul. de 2025
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18/07/2025
Há a possibilidade de o estado ser o terceiro mais prejudicado do país neste cenário

O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná pode cair em até R$ 1,9 bilhão com a instabilidade econômica entre Brasil e Estados Unidos. De acordo com um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), há a possibilidade do estado ser o terceiro mais prejudicado do país neste cenário.
O estudo foi publicado na última quarta-feira (16). O Paraná está empatado com o Rio Grande do Sul e atrás de São Paulo, que teria uma queda de R$ 4,4 bilhões.
Para João Alfredo Nyegray, especialista em Negócios Internacionais e Geopolítica e professor da PUC-PR, são três setores que mais atrapalham o Paraná e o Brasil no aumento de tarifas sobre importações: agroindustrial, de etanol e portuário.
O professor apontou a possibilidade da queda de produção de carnes suínas e bovinas e suspensão de contratos e parcerias.
Já a produção de etanol e de açúcar deve ser prejudicada pelo aumento tarifário e também pela expansão de combustíveis renováveis, conforme explicou o especialista.
Por fim, João Alfredo Nyegray definiu o Paraná como “locomotiva do agronegócio”. Por isso, setor portuário do Paraná pode ter queda no movimento a partir da diminuição da exportação do milho e da soja.
Na última semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao Brasil com o anúncio de uma taxação de 50% para os produtos brasileiros a partir do dia 1º de agosto, sob a justificativa de possíveis injustiças no processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu por um golpe de estado.
O Governo Federal respondeu com a afirmação de que o Brasil é soberano e acenou para a reciprocidade no tarifaço.
Segundo o estudo da Confederação Nacional da Indústria, os Estados Unidos seriam mais prejudicados do que o Brasil numa queda de Produto Interno Bruto. Enquanto os americanos teriam uma diminuição de 0,37%, o Brasil teria uma redução de 0,16%. O levantamento foi feito a partir de dados da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).







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