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PF seguiu dinheiro de empresas ligadas a ataque hacker até prender assessor

  • Foto do escritor: JORNALE
    JORNALE
  • 25 de jul.
  • 2 min de leitura

25/07/2025


Relatório do Banco Central enviado à Polícia Federal mostra que dinheiro passou por ao menos quatro empresas


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A Polícia Federal chegou até o assessor parlamentar Jackson Renei Aquino de Souza, de 38 anos, preso em flagrante com R$ 700 mil, após comunicado do Banco Central que alertava sobre movimentações financeiras suspeitas na conta dele.

 

Segundo o documento, Jackson havia recebido R$ 2,45 milhões via PIX de duas empresas ligadas a um ataque hacker contra instituições financeiras. Ele também é corretor de imóveis e trabalhava na Assembleia Legislativa de Roraima (Ale-RR).

 

Segundo a PF, as transferências foram as seguintes:

 

R$ 1,85 milhão da SIS Pagamentos e Serviços, de Curitiba (PR);

R$ 600 mil da Bank Ben Pagamentos Ltda, de Gravataí (RS).

 

O furto aplicado contra as instituições bancárias é investigado pela operação Magna Fraus, da Polícia Federal em São Paulo. A investigação teve como ponto central a identificação de um grupo criminoso especializado em furtos mediante fraude e invasões de sistemas eletrônicos - a quantia desviada pode chegar a R$ 800 milhões.

 

Antes de chegar à conta de Jackson, o dinheiro passou por pelo menos quatro empresas. Segundo a PF, os valores têm origem em furtos virtuais ocorridos em 30 de junho de 2025, contra três instituições financeiras.

 

Instituições atacadas:

 

Banco Industrial do Brasil (BID): prejuízo de R$ 1 milhão

BMP SCMEPP Ltda: prejuízo de R$ 11 milhões

Credialiança CCR: prejuízo de R$ 1 mil

Do BID:

 

R$ 1 milhão foi transferido para a empresa Rich Beauty Cosmetics

Parte desse valor seguiu para a Bank Ben Pagamentos Ltda

Da BMP SCMEPP e da Credialiança CCR:

 

Os valores desviados (R$ 12 milhões no total) foram enviados para a Ether Assets Account Ltda

A Ether Assets repassou parte do montante à SIS Pagamentos e Serviços Financeiros Ltda

Transferências finais:

 

Bank Ben e SIS Pagamentos foram as responsáveis por transferir R$ 2,45 milhões via PIX para a conta de Jackson

Ainda não está clara qual foi a participação direta de Jackson no ataque hacker. Ele é investigado pela PF por suspeita de lavagem de dinheiro.

 
 
 

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