Petróleo salta 7% após ataques de Israel ao Irã
- 13 de jun. de 2025
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13/06/2025
Principal preocupação é se os ataques vão afetar o Estreito de Ormuz

Os preços do petróleo subiam quase 7% nesta sexta-feira (13), negociados próximos das máximas em meses, após Israel lançar ataques contra o Irã, provocando retaliações e elevando os temores de interrupção no fornecimento global.
Os ganhos desta sexta-feira representam os maiores movimentos intradiários para ambos os contratos desde 2022, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia provocou uma disparada nos preços da energia.
Em outros mercados, as ações despencaram e houve uma corrida para ativos considerados seguros, como o ouro, o dólar e o franco suíço. (leia mais abaixo)
Israel afirmou ter atacado instalações nucleares, fábricas de mísseis balísticos e comandantes militares iranianos, no início de uma operação que, segundo o governo, será prolongada para impedir que Teerã desenvolva uma arma nuclear. O Irã prometeu uma resposta severa.
O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu que o Irã aceite um acordo sobre seu programa nuclear, a fim de evitar “os próximos ataques já planejados”.
A Companhia Nacional Iraniana de Refino e Distribuição de Petróleo informou que suas instalações de refino e armazenamento não foram danificadas e seguem operando normalmente.
Mas a principal preocupação é se os recentes acontecimentos afetarão o Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do consumo global de petróleo.
Essa importante hidrovia já vinha sendo considerada vulnerável devido à crescente instabilidade regional, mas até o momento não foi afetada. O fluxo de petróleo na região também segue inalterado.
No pior cenário, analistas do JPMorgan afirmaram na quinta-feira que o fechamento do estreito ou uma retaliação por parte dos principais produtores de petróleo da região poderia elevar os preços para a faixa de US$ 120 a US$ 130 por barril — quase o dobro da previsão atual.







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