Petróleo fecha em alta com hostilidades no Mar Vermelho e impasse sobre acordo para Ormuz
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06/08/2026

O petróleo fechou em alta de 4% nesta quinta-feira, 6, em meio à troca de hostilidades entre Iêmen e Arábia Saudita no Mar Vermelho e relatos de que o acordo firmado entre Irã e Omã para reabrir o Estreito de Ormuz proibiria a navegação de embarcações dos Estados Unidos e Israel na via marítima.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro fechou em alta de 2,75% (US$ 2,07), a US$ 77,29 o barril.
O petróleo Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 3,83% (US$ 3,04), a US$ 82,49 o barril.
A commodity chegou a oscilar no início da manhã, porém firmou alta após fontes iemenitas afirmarem à agência Fars que as lideranças do país devem emitir um comunicado anunciando uma operação militar de grande escala.
Os houthis do Iêmen têm realizado ataques contra a Arábia Saudita e colocado em risco o tráfego de navios no Mar Vermelho.
Também deu impulso ao petróleo a divulgação de um esboço do acordo que seria firmado entre Irã e Omã para a administração conjunta do Estreito de Ormuz. Segundo a Fars, os termos proíbem a navegação de navios dos Estados Unidos, Israel e "países hostis", além de estabelecer uma multa de 20% para embarcações que violem as novas regras de trânsito na via marítima.Para o analista do Price Futures Group, Phil Flynn, é necessário cautela e uma reabertura duradoura é incerta, uma vez que o memorando de entendimento de junho também previa reabrir Ormuz. "Irã e EUA ainda divergem sobre se estão negociando diretamente, quem controlaria as rotas de navegação e se alguma taxa de trânsito é aceitável".Em paralelo, a Ucrânia atingiu nesta quinta-feira instalações de petróleo no interior da Rússia em ataques noturnos. Kiev e Moscou têm adotado uma campanha para minar a economia de guerra um do outro.Enquanto isso, a Fitch Ratings manteve sua projeção de preço base para o petróleo Brent em US$ 87 por barril, em média, para 2026.
Créditos: Estadão Conteúdo
Foto: Diário de Notícias







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