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Pesquisa busca identificar acumuladores de animais

  • Foto do escritor: JORNALE
    JORNALE
  • 17 de mai. de 2021
  • 3 min de leitura

17/05/2021


Trabalho é um dos sete projetos selecionados na chamada pública de Saúde Única



Descobrir quem são, onde estão e como resolver o problema de acumuladores de animais é uma das propostas contempladas no edital do Programa de Pesquisa aplicada à Saúde Única, do Governo do Paraná. Iniciativa inédita no País, desenvolvida pela Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo e pela Superintendência Geral de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior, e viabilizado pela Fundação Araucária, o edital destina cerca de R$ 1 milhão para sete projetos de pesquisa dentro do conceito de saúde animal, humana e ambiental.


O trabalho sobre acumuladores de animais foi proposto pelo professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Alexander Welker Biondo e já começou a ser desenvolvido em Curitiba. Com o recurso de R$ 92,4 mil, oriundo do edital do Governo do Estado, será possível ampliar a linha de pesquisa para os 29 municípios da Região Metropolitana de Curitiba, além de Ponta Grossa (Campos Gerais) e Foz do Iguaçu (Oeste), e finalizar uma cartilha educativa sobre o tema.


O objetivo é prover saúde para que os animais possam ser adaptados e socializados para lares definitivos. “O edital de Saúde Única do Estado é um marco porque envolve a saúde animal, humana e ambiental em um único estudo, permitindo uma resposta prática em que, ao final do período de desenvolvimento, teremos respostas que poderão servir de subsídios para políticas públicas”, afirmou Biondo.


A pesquisa já identificou que, geralmente, a pessoa com o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) de objetos e ou animais é idosa que mora sozinha, com comorbidades, e sem recursos para manter a si próprio e aos animais.


A situação de acumulação está condicionada à grande quantidade de lixo, ratos, baratas, acúmulo de sujeira, além de infecções bacterianas, virais e parasitárias, como carrapatos, pulgas e piolhos.


“Como esses animais estão, muitas vezes, em condições de maus-tratos, passando fome, em locais apertados e sem higiene, as consequências atingem também o meio ambiente, os vizinhos, a área verde no entorno desse espaço”, completou o professor.


A primeira fase do projeto visa obter um mapeamento de todos os acumuladores de animais através de questionários enviados às prefeituras municipais. O segundo passo é adentrar nas residências, levantar a quantidade de objetos de lixo acumulados, o histórico dos moradores e o número de animais que estão sob sua guarda, além da questão sanitária nesses locais.


“Geralmente, segundo nosso estudo, cães e gatos são mais expostos a essas condições. Tendo esse mapeamento em mãos, iremos trabalhar junto com os municípios para reverter o quadro, retirar esses animais da condição de sujeira para uma possível adoção, retirar o lixo do local atendendo a saúde ambiental, e também ofertar tratamento psiquiátrico à população”, disse Biondo.


ACUMULADOR – A definição de um acumulador de animais não está somente relacionada à quantidade de animais em uma propriedade, mas também às condições físicas e mentais da pessoa. O Transtorno Obsessivo Compulsivo tem um alto índice de reincidência quando o problema não é tratado em todas as esferas.


“Um acumulador pode ter apenas um cão, mas se ele estiver em situação de maus-tratos e essa pessoa não estiver dando condições apropriadas, pode significar que ela perdeu a empatia pela vida, a autoestima, a auto-higiene, se mantém isolada, reclusa, não percebendo que condiciona os animais a uma situação deplorável e em contato com doenças, canibalismo, fezes", completou o pesquisador.

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