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Perícia conclui que médica adulterou laudos para diagnosticar câncer de pele

29/03/2024

Segundo delegado, objetivo era cobrar por cirurgias desnecessárias



A perícia do Instituto de Criminalística do Paraná concluiu que laudos atestando câncer de pele apreendidos no consultório da médica Carolina Fernandes Biscaia Carminatti de Pato Branco, no sudoeste do Paraná, foram adulterados, disse o delegado de Polícia Civil Helder Lauria nesta sexta-feira (29).

 

Ele afirmou que a conclusão dá materialidade ao que a polícia suspeitava no princípio, de que era feita a sobreposição de laudos falsos sobre os verdadeiros e era usada uma máquina copiadora para emissão dos diagnósticos falsos de câncer de pele no consultório da médica.

 

"Até existia uma folha com vários diagnósticos falsos prontos só para serem cortados e botados em cima do diagnóstico verdadeiro. Aí ela ia e tirava xerox. Ela botava o falso, em parte, por cima do diagnóstico verdadeiro e tirava xérox”, explicou o delegado.

 

Os itens foram apreendidos em 23 de fevereiro deste ano após a polícia receber denúncias de seis pacientes contra a médica. O número de vítimas agora subiu para 31, segundo o delegado Lauria.

 

A investigação, até o momento, apurou que nas consultas a médica examinava pintas e manchas dos pacientes e afirmava que algumas delas poderiam ser cancerígenas. Na sequência, ela fazia retirada de material e encaminhava para um laboratório.

 

Na reconsulta, segundo a investigação, ela apresentava ao paciente um laudo falso com diagnóstico de câncer de pele e realizava a ampliação de margem - procedimento em que é retirado pedaço da pele na área suspeita de haver células cancerígenas. Os procedimentos custavam até R$ 13 mil.

 

Criminalmente, se forem comprovadas as fraudes, a médica pode responder por crimes como estelionato e lesões corporais. Somadas as penas podem chegar a mais de seis anos de prisão.

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