Pedreira Paulo Leminski vira sambódromo na abertura do Festival de Curitiba
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31/03/2026

A cuíca roncou e a aura do Rio de Janeiro invadiu a Pedreira Paulo Leminski, no Abranches, na noite desta segunda-feira (30/3). A apresentação “Samba: as escolas e suas narrativas” abriu a 34ª edição do Festival de Curitiba e transformou a Pedreira em um sambódromo. Até o dia 12 de abril serão apresentadas 435 atrações em teatros, instituições culturais, praças e outros espaços públicos de Curitiba e da região metropolitana. Veja aqui a programação completa.
O presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marino Galvão Júnior, participou da cerimônia de abertura do Festival de Curitiba, no palco montado na Pedreira Paulo Leminski, no Parque Jaime Lerner, e falou sobre a importância do Festival para a cidade de Curitiba.
“O festival carrega o nome da nossa cidade. Não faria o menor sentido esse festival acontecer em outro local que não fosse Curitiba. E é exatamente por isso que Curitiba está trabalhando fortemente para o fortalecimento do festival, tanto que renovamos o apoio da Prefeitura por mais três anos, agora em 2026, 2027 e 2028”, disse Galvão.
A secretária de Estado da Cultura do Paraná, Luciana Casagrande Pereira, também destacou a importância do Festival de Curitiba para todo o Estado.
“A cultura é indispensável. A cultura é o que nos move, a cultura nos conecta, a cultura gera pertencimento. E quando o Estado assume isso quem ganha é a sociedade. Vida longa ao melhor festival de todo o mundo, o Festival de Curitiba”, afirmou Luciana.
Nomes nacionais como o ator Eduardo Moscovis, Malu Galli e Walter Casagrande Jr vão participar da programação. O festival terá os eventos principais como a Mostra Lúcia Camargo, que terá mais de 20 espetáculos. Outras mostras são o Fringe, Interlocuções, Mostra Surda de Teatro, Gastronomix, Guritiba, Risorama e MishMash.
A atriz Laís Dalavia, 35 anos, estava entre as milhares de pessoas que participaram da festa de abertura do Festival de Curitiba na Pedreira. “Como atriz e curitibana eu fico muito feliz de ver todo esse movimento de artistas em Curitiba. Fiquei impressionada com essa festa de abertura e com muita expectativa para ver as peças ao longo do festival. Quero ver o Ensaio sobre a Cegueira”, contou Laís.
Abertura
O espetáculo “Samba: as escolas e suas narrativas” é uma aula-show criada especialmente por Milton Cunha sobre uma forma de narrativa centenária inventada pelo povo brasileiro: o desfile das Escolas de Samba.
Cerca de 45 componentes de diversas agremiações do Grupo Especial do Rio de Janeiro se apresentaram e demonstraram o que cada segmento significa em um desfile, como o casal de Mestre Sala e Porta Bandeira, que tem a função de apresentar, proteger e desfraldar o pavilhão da Escola, as baianas – guardiãs das memórias, dos saberes e sabores de cada comunidade – e as passistas com sua arte ancestral do samba no pé.
História
O Festival de Curitiba nasceu em 1992, com apenas 14 espetáculos e o desejo de aproximar a arte do lazer. Com o passar dos anos, cresceu, se transformou e se consolidou como um dos principais palcos de estreias nacionais e internacionais, reunindo artistas, ideias, tendências e, acima de tudo, pessoas.
Há mais de 30 anos, o Festival promove o acesso à cultura com uma programação diversa e preços acessíveis. Hoje, faz parte do calendário cultural brasileiro e segue com um propósito claro: ser um espaço plural, aberto e pensado para todos os públicos.
Presenças
Autoridades políticas da cidade, artistas, o fundador e organizador do Festival de Teatro de Curitiba, Leandro Knopfholz, e a diretora do Festival de Teatro de Curitiba, Fabíula Passini, também participaram da abertura do festival.
Foto: Valquir Kiu Aureliano/SECOM







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