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Paraná lidera doações de órgãos, mas tem quarta maior fila de espera

há 1 hora
2 min de leitura

25/09/2026


Em todo o Brasil, quase 80 mil pessoas aguardam por um transplante


ANPR
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O Paraná aparece na liderança nacional em doação de órgãos, mas ainda enfrenta uma demanda elevada por transplantes. O estado ocupa a quarta posição entre as maiores filas de espera do país. Em todo o Brasil, quase 80 mil pessoas aguardam por um transplante.

 

Em 2025, foram realizados cerca de 31 mil transplantes no país, que ocupa a segunda colocação mundial nesse tipo de procedimento. Do total de pacientes na fila, aproximadamente 48 mil esperam por órgãos sólidos, como rins, fígado, coração e pulmões. Outros mais de 35 mil aguardam tecidos, principalmente córneas e ossos.

 

Os órgãos podem atender pacientes que aguardam por coração, rins, fígado, pulmões ou pâncreas. Tecidos como córneas, ossos, tendões, pele e válvulas cardíacas também podem ser aproveitados, ampliando o número de pessoas beneficiadas.

 

O cirurgião Júlio Coelho, que participou do primeiro transplante de fígado da região Sul do Brasil, destaca que um único doador pode beneficiar diversas pessoas. O médico é o chefe do Serviço de Transplantes do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

 

Nos casos de insuficiência cardíaca grave e de doenças avançadas do fígado, a urgência pode determinar a prioridade para o transplante. No caso do coração, por exemplo, pacientes em situação de maior risco podem receber prioridade absoluta, desde que haja compatibilidade.

 

Para o fígado, a gravidade e o risco de morte são considerados na definição de quem receberá o próximo órgão compatível. O transplante é indicado para pacientes com doenças avançadas que já não respondem aos tratamentos disponíveis. A necessidade e a urgência são definidas após avaliação médica e com base em critérios científicos.

 

Apesar disso, a autorização das famílias continua sendo um dos principais desafios para reduzir as filas. Cerca de 45% das famílias brasileiras recusam a doação depois da confirmação da morte encefálica. Entre os fatores apontados estão a dificuldade de compreender o diagnóstico, o desconhecimento sobre a vontade da pessoa que morreu e questões culturais e religiosas. O médico ressalta que é importante o doador manifestar o desejo em vida.


 
 
 

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