Paraná Clube tem até domingo para apresentar proposta de SAF
- 6 de mar. de 2024
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06/03/2024
Justiça determinou data limite, mas clube sofre com imbróglio na venda da sede da Kennedy

O Paraná Clube tem até domingo, dia 10 de março, para apresentar à Justiça uma proposta vinculante para venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A decisão é da juíza Mariana Gusso, da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba, que é responsável pelo processo, em despacho feito na terça-feira.
Na decisão, a juíza relembra que o Paraná Clube, no dia 26 de janeiro, teve um prazo inicial de 30 dias para “apresentação da modalidade de venda da SAF”, mas não apresentou até agora. Com isso, ela dá um novo prazo, “improrrogável de 05 (cinco) dias para apresentação de tal informação”.
Em novembro do ano passado, a Carpa (grupo intermediado pela Pluri Consultoria Economista, responsável pela assessoria de clubes brasileiros no processo de transformação para SAF), fez uma proposta de investimento de R$ 430 milhões por 90% da SAF, sendo aprovada pelo Conselho Deliberativo do Paraná Clube. A Justiça autorizou a venda.
O grupo de investidores se mostrou disposto a pagar parte da dívida, que com a Recuperação Judicial caiu de R$ 119 milhões para cerca de R$ 60 milhões. A sede da Kennedy entrou como garantia neste processo. Os investidores contam com o leilão do imóvel. Sem essa condição, eles não vão dar continuidade à SAF, porque teriam que assumir toda a dívida, comprometendo o investimento no futebol.
O clube, o advisor da Sportsview e o grupo de investidores defendem que a sede da Kennedy não tem valor significativo de mercado ao limitar o uso do espaço. O imóvel de 28 mil metros quadrados foi doado pela prefeitura para o Esporte Clube Água Verde, que depois virou Pinheiros, e deu origem ao Tricolor.
A cláusula de finalidade sobre a sede da Kennedy vem de uma lei municipal nº 1550/1958, aprovada no governo do prefeito Ney Braga. A lei diz que o patrimônio precisa ter fins de lazer e recreação esportiva. O Paraná Clube tenta apoio do poder público para tentar revogar essa lei.
Em janeiro deste ano, uma nova empresa quis entrar no jogo: a FG 10 Sports Academy pediu na Justiça o direito de participar do processo. A promessa era de que superariam em 20% a outra proposta, mas até agora tal empresa não oficializou o interesse.







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