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Paraná apresenta melhora na qualidade do ar em 2025

  • Foto do escritor: JORNALE
    JORNALE
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

04/02/2026


Estações de monitoramento tiveram apenas três registros de concentrações inadequadas de partículas


O Paraná apresentou uma boa qualidade do ar durante todo o ano 2025, diminuindo de 14 para 3 dias os registros de concentrações inadequadas de partículas inaláveis de até 2,5 μg/m³ (microgramas por metro cúbico) (MP 2,5), uma redução de 78,5% em relação a 2024. Os dados constam em um relatório divulgado nesta quarta-feira (4) pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

 

Nos demais dias do ano passado, segundo o levantamento, os índices atenderam ao padrão nacional da Resolução CONAMA nº 506/2024, que estabelece um valor limite diário máximo de 50 μg/m³ para a concentração do poluente na atmosfera, gases provenientes da fumaça emitida por indústrias e automóveis, o que pode causar danos respiratórios na população.

 

Os dados da pesquisa foram levantados com base em uma rede extensa de monitoramento coordenada pelo Instituto, que reúne 27 estações instaladas em grandes centros urbanos. Essas centrais coletam e enviam dados de forma automática ao órgão. No ano passado, apenas duas dessas estações registraram índices ruins do poluente, ambas em municípios da Região Metropolitana de Curitiba: Colombo, com um valor máximo de 65 μg/m³ em dois dias, e Araucária, com um máximo de 51 μg/m³ em um dia.

 

É uma melhoria considerável se comparado com os dados de 2024, quando em condições exacerbadas pelas queimadas ocorridas ao longo do ano foram registradas 14 concentrações diárias acima dos valores estipulados, sendo seis em estações de Curitiba e oito em estações de Araucária.

 

O agente de execução e membro da equipe de Gerenciamento da Qualidade do Ar do IAT, João Carlos de Oliveira, explica que a região da capital é naturalmente mais propensa a apresentar uma qualidade do ar inferior por causa da alta emissão de poluentes.

 

“Além de serem grandes polos industriais, esses municípios são cortados por vias e rodovias de fluxo intenso de veículos pesados, o que também influencia na emissão de partículas finas para atmosfera, não só pela combustão, mas também pela ressuspensão do pó depositado no solo”, diz.

 

O relatório também aponta que as médias anuais de qualidade do ar foram positivas. Todos os 12 municípios monitorados pelo órgão ambiental estiveram com indicadores adequados de MP 2,5, seguindo o limite máximo de 17 μg/m³ determinado pela resolução do CONAMA. O município que apresentou  o melhor resultado foi União da Vitória, no Sul do Estado, com 6 μg/m³, enquanto a pior média foi em Colombo, com 16 μg/m³.


 
 
 

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