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Paraná é o segundo estado que mais registrou incêndios por sobrecarga elétrica

  • 3 de jun. de 2022
  • 2 min de leitura

03/06/2022


Maioria dos acidentes envolvendo energia elétrica na região Sul acometeu as pessoas de 31 a 40 anos



O Paraná é o segundo estado do Brasil que mais registrou incêndios por sobrecarga. Com 88 ocorrências, a região ficou atrás somente de São Paulo, com 92 acidentes. No que diz respeito aos choques elétricos, o Paraná ficou em sexto lugar na listagem, com 37 óbitos, face aos 674 apontados em todo o país.


Os dados são do anuário 2021, lançado neste ano, da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), que mostram que a maioria dos incêndios por sobrecarga aconteceram nas residências e nas empresas, independentemente do porte.


Em todo o Brasil, as principais causas de mortes por choques elétricos foram: fio partido ou sem isolamento; eletrodoméstico ou eletroeletrônico, sendo as geladeiras e freezers os principais vilões; e extensão, benjamins e tomadas.


Os acidentes com o carregador de celular – um item novo no Anuário da Abracopel – foram responsáveis por 21 choques elétricos em todo o Brasil, sendo 16 fatais. Antes de 2018, a entidade não tinha esse item no banco de dados, já que casos de acidentes (choque elétrico ou incêndio por sobrecarga) não apareciam em notícias.


O principal motivo para incêndios e choques é o desconhecimento e o descaso com o risco que as pessoas correm, não seguindo normas e regulamentos. Segundo Fábio Amaral, engenheiro eletricista e diretor da Engerey Painéis Elétricos: “é comum as pessoas acharem que os acidentes nunca acontecerão consigo ou com familiares, então elas correm o risco, mas esquecem que, na grande maioria dos casos, a eletricidade não dá uma segunda chance e, com isso, acabam se acidentando”.


Evitando choques em casa


Em sua avaliação, o Brasil tem um número significativo de acidentes com choque elétrico, situação que, na maioria das vezes, poderia ser evitada com a execução de projetos elétricos e a instalação de dispositivos de proteção como DR (Diferencial Residual), por exemplo, ou, ainda, o dimensionamento correto de condutores.


Por isso, Fábio Amaral, engenheiro eletricista e diretor da Engerey, empresa curitibana especializada na montagem de painéis elétricos que atende todo o Brasil, aconselha às pessoas nunca realizarem nenhum trabalho envolvendo eletricidade se não tiverem conhecimento sobre o assunto e, tampouco, sobre os riscos que ela oferece. “Para um profissional capacitado, é sempre importante fazer rotineiramente a Análise Preliminar dos Riscos (APR), elaborando, assim, procedimentos padrões para a realização do serviço de forma segura”.


Estudo


O estudo da Abracopel aponta que, durante todo o ano de 2021, foram registrados 1.579 acidentes com energia elétrica. Além dos choques, responsáveis por 674 óbitos, houve a perda de 46 vidas em incêndios por sobrecarga de energia (curto-circuito) e 40 por descargas atmosféricas (raios).


No que diz respeito às mortes, na listagem, o Paraná ficou atrás apenas do Rio Grande do Sul e Minas Gerais, ambos com 41; Bahia (45); Pernambuco (49); e São Paulo (59), o número um da listagem, que engloba, ao todo, 674 óbitos em todo o país. Os dados são da Abracopel.


No anuário estatístico de 2020 da entidade, lançado em 2021, o Paraná esteve em 16º no ranking, com 21 mortes ocasionadas por choques elétricos; e, em 2019, ano que foram anotados 694 óbitos em todo o país, o estado ficou com o nono lugar, com 33 acidentes fatais.


Foto: Fábio Amaral/Divulgação

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