Para garantir o pagamento de aposentadorias e pensões com tranquilidade, IPMC adota novo modelo de gestão dos investimentos
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28/04/2026

O Comitê de Investimentos do IPMC (Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba), um dos três colegiados do regime próprio de previdência (RPPS), confirmou o novo modelo para a gestão dos investimentos do regime próprio de previdência (RPPS) que, neste mês, tem patrimônio de R$ 2,6 bilhões.
A partir de agora, o IPMC utilizará o modelo de carteiras administradas em cerca de 30% do seu patrimônio. Com isso, gestores especialistas, analistas e economistas qualificados farão a análise detalhada – qualitativa e quantitativa – dos investimentos que farão parte das carteiras nas quais estarão os recursos do regime próprio de previdência, que assegura o pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores municipais da Prefeitura de Curitiba.
As gestoras definidas por um longo processo de seleção foram o Bradesco, o Itaú e o BTG. Elas foram selecionadas após apresentações feitas aos conselheiros dos três colegiados do Instituto, na última semana, para detalhar as estratégias, os processos de investimentos e o os ritos administrativos. Além do Comitê de Investimentos, são colegiados do Instituto os conselhos de Administração e Fiscal.
Adequação ao IPMC
O diretor Administrativo-Financeiro, Marcos Aurelio Litz, informa que, com a mudança, tudo será feito de forma personalizada e adequada às caraterísticas do IPMC.
“Na prática, além dos nossos servidores, que são especialistas no segmento de investimentos previdenciários, teremos o reforço de um time com expertise na gestão profissional. Sem perdermos a responsabilidade que temos com os investimentos do IPMC, nosso papel será o de definir as estratégias de investimentos com o passivo atuarial (compromisso com o pagamento das aposentadorias) e acompanhar e fiscalizar todo o processo, a partir do cenário econômico, que é extremamente dinâmico”, resumiu.
Litz destaca que, com este novo modelo, serão quatro os níveis de segurança para cada uma das carteiras administradas. E enfatiza que um dos objetivos do IPMC é garantir com segurança o pagamento de aposentadorias e pensões, e reduzir os riscos de geração de déficit ao longo do tempo.
Como funciona
O trabalho rigoroso da carteira administrada tem como base a política de investimentos aprovada para o ano de 2026. O documento estabelece as categorias de investimentos que poderão ser utilizados e a meta atuarial, o mínimo que o IPMC espera alcançar em termos de rendimentos dos seus investimentos. A meta para 2026 é de IPCA + 5,59%.
O trabalho da carteira administrada segue também os estudos de ALM (Asset Liability Management), sistema estatístico utilizado pelos RPPS para definição dos limites de investimentos, e que visa reduzir os riscos de déficit ao longo do tempo, levando em conta ativos (investimentos do plano) e passivos (obrigações a pagar ao longo do tempo), ou seja, os recursos que o regime próprio tem e os compromissos financeiros que terá no futuro, como o pagamento de aposentadorias e pensões.
O ALM é revisado pelo menos semestralmente. A revisão mais recente é de dezembro de 2025.
Ao todo, neste momento, serão três as carteiras – cada uma delas com gestores distintos e dedicada a um tipo de investimento (renda fixa, renda variável e multimercado). Atento à gestão de riscos e aos resultados alcançados, o IPMC fará reuniões mensais com cada um dos grupos de gestores analisando as métricas de riscos e os parâmetros que precisam ser observados, além do enquadramento das posições investidas perante a legislação vigente e as rentabilidades.
Segurança e transparência
Os gestores também deverão observar o chamado Acordo de Nível de Serviço (em inglês, a sigla é SLA, para Service Level Agreement), contrato que define o que precisa ser entregue mês a mês, detalha as regras para o alcance dos resultados e até mesmo as penalidades que os gestores das carteiras administradas estarão sujeitos – consequências que podem variar de advertência até a substituição imediata do gestor.
Servidores ativos e beneficiários do IPMC poderão acompanhar os resultados das carteiras administradas pelo site do Instituto, na Lâmina Mensal de Investimentos.
Índice IPMC
Uma das novidades trazidas pelo novo modelo será o índice que será desenvolvido a partir do conjunto de regras e estratégias de investimentos adotadas pelo IPMC. O inédito Índice IPMC será medido diariamente e apresentará o nível de eficiência da carteira e de cumprimento das regras estabelecidas aos gestores.
“Este índice é algo novo para os RPPS do Brasil. O IPMC será o primeiro a ter o seu próprio índice. De forma transparente, ele vai trazer a informação detalhada da carteira, revelar todos os dias o quanto gerou de rentabilidade, entre outros aspectos importantes para uma gestão eficiente de investimentos. Poderemos fazer análises ainda mais profundas sobre as decisões tomadas pelos gestores e, quando necessário, dar novos rumos aos investimentos do Instituto”, explica Litz.
O desenvolvimento do índice será custeado pelos gestores das carteiras administradas, sem custos ao IPMC.
Foto: Isabella Mayer/SECOM







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