Orçamento de R$ 15,4 bilhões para Curitiba entra em votação na Câmara Municipal
- 10 de dez. de 2025
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10/12/2025
Emendas dos vereadores deverá prolongar a discussão

A Câmara Municipal de Curitiba vota nesta quarta-feira (10/12), em primeiro turno, o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026, enviado pela Prefeitura de Curitiba. Trata-se do maior orçamento da história da cidade.
Estão previstas receitas e despesas brutas de R$ 15,42 bilhões para o município no próximo ano. O volume é 6,3% superior ao previsto na LOA de 2025, de R$ 14,5 bilhões. A previsão é investir R$ 1,86 bilhão em 2026, 73% mais do que os 1,07 bilhão projetados na LOA 2025.
“Foi uma construção muito importante, ouvindo a população nas audiências públicas do Fala Curitiba”, lembra o prefeito Eduardo Pimentel.
A LOA toma como base a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovada em junho pela Câmara Municipal de Curitiba (CMC). Para elaboração da LOA foram consideradas algumas projeções econômicas para o próximo ano, como crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,88%, inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,56%, e taxa de juros (Selic), de 12,50%.
Recursos próprios
O orçamento líquido para 2026 é de R$ 14,56 bilhões, já descontadas as operações intra-orçamentárias (que são realizadas entre órgãos do próprio governo).
Saúde e Educação são as áreas com maior participação no próximo ano, com 41% do total do orçamento.
As receitas correntes devem somar R$ 13,34 bilhões, as de capital, R$ 1,22 bilhão, e as intra-orçamentárias, R$ 862 milhões. Assim como vem ocorrendo nos últimos anos, Curitiba tem garantido a maior parte do seu orçamento com recursos do próprio município, segundo o secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi.
Das receitas correntes, R$ 8,23 bilhões (57,2%) devem vir do próprio município, R$ 2,26 bilhões (18%) de transferências da União e R$ 1,66 bilhão (11,8%) de transferências do Estado.
A projeção é de uma arrecadação de Imposto sobre Serviços (ISS) – principal fonte de recursos do município - de R$ 2,81 bilhões; receitas de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de R$ 1,74 bilhão; de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de R$ 764 milhões; e de Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) de R$ 658,97 milhões.
As operações de crédito devem somar R$ 715 milhões, as transferências de capital previstas são R$ 413,6 milhões e outras receitas de capital devem totalizar R$ 92,1 milhões.
Investimentos
Do ponto de vista das despesas, estão previstos gastos correntes (R$ 13,03 bilhões), de capital (R$ 2,2 bilhões) e reserva de contingência de R$ 185,5 milhões.
Entre os gastos correntes, R$ 6,97 bilhões são destinados a custos de pessoal e encargos e R$ 139 milhões em juros e encargos da dívida.
Do total de R$ 1,86 bilhão previstos em investimentos para 2026, R$ 727 milhões virão de recursos do Tesouro do município e R$ 1,13 bilhão de outras fontes, como operações de crédito.
Os recursos serão usados em vários projetos para melhorar a vida da população, como pavimentação, construção de casas, de calçadas e ciclovias, revitalização de parques e bosques, reforma de escolas, ampliação e modernização da iluminação pública.
Nessa lista estão ainda projetos de grande porte: o novo Inter 2, o Ligeirão Leste/Oeste, o projeto de gestão de risco climático Bairro Novo do Caximba, a implantação de cinco novas unidades básicas de saúde e espaços de saúde, reforma de 14 unidades básicas de saúde e da UPA do Tatuquara, implantação e revitalização de 19 áreas de lazer, ampliação de terminais, de estações-tubo, desalinhamento de estações-tubo.







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