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Orquestra Sinfônica do Paraná abre temporada 2026 com novo piano e solista

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

13/03/2026


Pianista irlandês Barry Douglas marcou também a primeira apresentação da Série Ouro deste ano


ANPR
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A Orquestra Sinfônica do Paraná (OSP) abriu oficialmente a temporada 2026 na noite desta quinta-feira (12), no Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto do Teatro Guaíra, com a casa cheia e um momento histórico: a estreia do novo piano de cauda da Steinway & Sons. Sob a regência de Roberto Tibiriçá, diretor musical e maestro titular da OSP, o concerto, que marcou também a primeira apresentação da Série Ouro deste ano, reuniu mais de duas mil pessoas no Guairão. O próximo concerto de apresentação do novo piano será neste domingo (15), com ingressos já esgotados.

 

A apresentação iniciou com duas obras vibrantes, profundamente complexas e intensas. Na primeira parte, o pianista irlandês Barry Douglas, solista convidado, executou o "Concerto nº 3 para piano em ré menor, Op. 30", de Sergei Rachmaninov — conhecido pelo virtuosismo extremo e pela intensidade emocional, considerado uma das obras mais difíceis do repertório orquestral. Na segunda parte, a orquestra apresentou a "Sinfonia nº 1 em ré maior – Titã”, de Gustav Mahler, uma peça igualmente monumental, com diversas referências simbólicas de força, transformação e triunfo.

 

Para o público que acompanhou esse momento histórico da OSP, foi um espetáculo inesquecível. O universitário João Pedro Vieira Souza, estudante de engenharia mecânica, veio pela primeira vez ao concerto com um grupo de amigos para ver de perto o novo piano.  “Ficamos muito curiosos depois que soubemos da aquisição do piano e decidimos vir assistir. A orquestra é impressionante, vou voltar com certeza”, comentou.

 

Para as amigas aposentada Mara Caldas e a psicóloga Elizabeth Amaral, o momento foi especial: as duas, que não se viam há tempos, se reencontraram durante o concerto e saíram maravilhadas. “A orquestra é um orgulho tremendo para todos nós. As duas obras apresentadas mostram um nível elevadíssimo; não tinha como não se emocionar e sair daqui com o coração transbordando”, disse Mara. “E também não podemos esquecer a apresentação de Barry Douglas, que foi incrível”, complementou Elizabeth.

 

O pianista Rafael Ruiz Costa, uma das grandes revelações da música erudita, veio de Minas Gerais especialmente para acompanhar o concerto. Ele, que já tocou sob a regência do maestro Roberto Tibiriçá em duas oportunidades e se formou no prestigiado Royal College of Music, na Inglaterra, assistiu também ao ensaio geral da orquestra. “

 

Foi uma oportunidade imperdível. Ouvir grandes músicos como Barry Douglas de perto estimula os músicos a continuarem estudando. Mas é importante também para o público aproveitar essa chance, com acesso a concertos de grandes artistas que se apresentam em qualquer parte do mundo”, comentou Rafael.


 
 
 

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