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Operação resgata 19 paraguaios explorados como escravos no Paraná

  • há 33 minutos
  • 2 min de leitura

10/07/2026


Os trabalhadores viviam em alojamentos precários sob ameaças


Divulgação
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Dezenove paraguaios, entre eles dois adolescentes, foram retirados de uma situação de trabalho análogo a escravidão em Ivaté, Noroeste do Paraná, após uma operação coordenada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). A ação, realizada na segunda-feira (6) e a audiência na terça-feira (7) com o apoio do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), identificou que o grupo era explorado na colheita de mandioca e vivia em condições degradantes.

 

De acordo com o MPT, um recrutador compatriota aliciou os paraguaios, organizou o transporte e cobrou taxas abusivas, gerando uma servidão por dívida. Na quinta-feira (9), o órgão garantiu o pagamento das verbas devidas e o retorno seguro das vítimas para suas cidades de origem no Paraguai.

 

As investigações do MPT revelaram que os trabalhadores moravam em duas casas no município de Tapira, onde dormiam em colchões sujos espalhados pelo chão. O recrutador descontava do salário de cada um os custos com aluguel, água, energia elétrica e até o transporte de táxi utilizado para trazê-los ao Brasil.

 

Após todos os descontos ilegais, restavam aos trabalhadores apenas valores entre R$400 e R$500 por mês para sustento próprio. 

 

O MPT destacou que as vítimas viviam sob servidão por dívida e sem condições dignas. O aluguel, a água e a luz eram descontados dos salários, criando um ciclo de exploração.

 

O Ministério Público do Trabalho constatou que o homem vigiava a liberdade das vítimas, tornando obrigatória a comunicação de qualquer saída da residência a ele. No campo, os paraguaios não recebiam equipamentos de proteção individual (EPIs), como botas e luvas, nem tinham acesso a banheiros, refeitórios ou fornecimento de água potável.

 

Para manter o controle sobre o grupo e evitar denúncias, o recrutador utilizava métodos de intimidação. 

 

Segundo as informações colhidas pelo órgão, o arregimentador ameaçava e intimidava as vítimas para que elas não fizessem denúncia às autoridades. Apenas os trabalhadores de confiança podiam usar livremente os telefones pessoais.

 

O resgate contou com uma rede de apoio para garantir que os paraguaios não ficassem desamparados após a operação. Uma Casa de Passagem acolheu os trabalhadores até a conclusão do processo de pagamento e retorno.

 

Uma empresa do setor agrícola, embora não tivesse ligação direta com a exploração da mão de obra, colaborou financeiramente para viabilizar a repatriação do grupo. O MPT informou que a transação ocorreu por meio de um acordo confidencial para agilizar o suporte às vítimas.


 
 
 

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