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Operação apreende 18 toneladas de fios avaliadas em R$ 650 mil no Paraná

  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

04/09/2026


A fiscalização passou por mais de 130 pontos em Curitiba, Região Metropolitana e cidades do interior


Divulgação
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Uma operação integrada da Polícia Civil, Polícia Militar e Receita Estadual fechou o cerco contra o comércio irregular de fios e cabos no Paraná. A fiscalização passou por mais de 130 pontos em Curitiba, Região Metropolitana e cidades do interior e resultou na prisão de 14 pessoas e na apreensão de aproximadamente 18 toneladas de fios e cabos de cobre.

 

A ação teve como alvo principalmente estabelecimentos suspeitos de receptar materiais furtados, especialmente cabos de energia e telecomunicações. Segundo o Tenete-coronel Alves da Polícia Militar, o material apreendido está avaliado em cerca de R$ 650 mil.

 

A Polícia Militar atuou na fiscalização ostensiva, enquanto a Polícia Civil ficou responsável pelas investigações e pela identificação de possíveis conexões entre os envolvidos. Para o delegado Fernando Zamoner da Polícia Civil, combater a receptação é uma forma de atacar também a origem do problema: o furto dos cabos. Os criminosos retiram a fiação das ruas e precisam encontrar compradores para transformar o material furtado em dinheiro.

 

Para o coordenador de fiscalização da Receita Estadual, Alexandre de Souza, além da atuação policial, a Receita Estadual verificou a regularidade fiscal dos estabelecimentos e investiga possíveis irregularidades tributárias no comércio de sucatas.

 

Segundo o coordenador, a Receita Estadual acompanha o setor de sucatas há anos. O órgão também investiga empresas que poderiam ser utilizadas para gerar créditos indevidos de ICMS após a transformação do material furtado em novos produtos. As investigações continuam para identificar a origem dos fios apreendidos e descobrir se existe uma conexão entre os presos e outros envolvidos nos furtos e na comercialização irregular. A receptação qualificada pode resultar em pena de três a oito anos de prisão, além de multa. Os estabelecimentos envolvidos também podem sofrer sanções administrativas, como cancelamento da inscrição estadual e cassação do alvará.


 
 
 

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