Obra de macrodrenagem do Rio Mossunguê previne enchentes e cria área de lazer em Curitiba
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31/03/2026

Curitiba ganhou um novo espaço em meio à natureza que convida à contemplação do pôr do sol. Na manhã desta terça-feira (31/4), o prefeito Eduardo Pimentel inaugurou a nova Bacia de Detenção do Rio Mossunguê, intervenção voltada ao controle de cheias e à proteção ambiental que devido às intervenções paisagísticas acabou gerando um belo espaço de convivência e de educação ambiental no Campo Comprido.
A inauguração integrou a programação oficial do aniversário de Curitiba que completou 333 anos no ultimo domingo (29/3). A nova bacia de detenção atende uma área de quase 8 km², onde vivem aproximadamente 35 mil pessoas nos bairros Campo Comprido, Mossunguê, Santo Inácio, Orleans e São Braz. A obra integra o Programa de Revitalização e Obras de Curitiba – PRO Curitiba.
“Essa é uma obra inteligente, com soluções baseadas na natureza, que une preservação ambiental e contenção de cheias, mas também já nasce como um novo espaço de lazer para a população. É disso que a cidade precisa: soluções que cuidam das pessoas e preparam Curitiba para os desafios das mudanças climáticas”, disse Eduardo Pimentel.
Eixo hídrico de Curitiba
Localizada na Rua Eduardo Sprada, no trecho entre a Maria Bizinelli e a José Baggio, a bacia de detenção foi implantada às margens do Rio Mossunguê. O curso d’água é afluente do Rio Barigui, principal eixo hídrico de Curitiba, que nasce em Almirante Tamandaré e deságua em Araucária, atravessando a cidade no sentido norte-sul e formando a maior bacia hidrográfica do município. Em dias de chuvas fortes, o transbordamento do rio afeta diferentes áreas, como o Jardim Santos Andrade, agora mais protegido da ação climática.
Transformação do local
A área que colecionava registros de alagamentos já não existe mais e agora é quase um parque. Além da bacia de detenção, que criou no local um espelho d’água permanente, a obra é composta por diques de contenção feitos de gabião, estruturas de entrada e saída da água para o rio e uma galeria celular que foi implantada sob a Rua Eduardo Sprada mais do que dobrando a capacidade de vazão de água no local.
Enquanto embeleza o local, o espelho d’água tem capacidade para segurar o alto de pico de chuvas fortes. Nos fins de tarde, o lago cercado de vegetação se transforma em cartão-postal do bairro.
As intervenções de engenharia hidráulica, voltadas à redução dos riscos de alagamentos, foram complementadas pelo projeto paisagístico do arquiteto Pablo Izidoro, da Secretaria Municipal de Obras Públicas. Logo na entrada, um portal rústico, com elementos naturais, recebe os visitantes da área que também recebeu jardins de chuva, pista de caminhada, uma pequena arquibancada construída com materiais naturais, ponte sobre o lago, iluminação e estacionamento.
O projeto inclui ainda o plantio de 191 mudas de jacarandás, canafístulas e ipês, distribuídas em pequenas alamedas.
Entorno
Além da macrodrenagem, as intervenções serviram para requalificar o entorno e melhorar a fluidez do tráfego local, com manutenção do asfalto, novas calçadas e implantação de rotatória que organizou o fluxo na Rua Eduardo Sprada.
O investimento foi de R$ 8,8 milhões, viabilizado com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC Drenagem).
O projeto foi concebido no contexto das ações previstas no Plano Diretor de Drenagem, que orienta as intervenções estruturantes para o enfrentamento dos alagamentos em Curitiba. A obra foi coordenada pelo Departamento de Pontes e Drenagem da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Smop), com apoio da Setran e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.
“Obra une infraestrutura e preservação ambiental. A recuperação da mata ciliar, a criação de áreas alagáveis e o uso de gabiões são exemplos de soluções que aumentam a capacidade de absorção da água, minimizam impactos ambientais e promovem a biodiversidade”, diz o secretário municipal de obras públicas, Luiz Fernando Jamur.
Moradores felizes
A aposentada Joana Bizinelli, de 75 anos, uma das moradoras mais antigas da região, comemorou o que ela considera ser um presente para o bairro. “Está maravilhoso, tá muito lindo, muito bonito. Aqui era só mato, não tinha nada e ficou bonito, agora a gente está no céu”, disse Joana.
Ana Lucia Bizinelli, 70 anos, também ficou satisfeita com as mudanças. “Eu confesso que é bem satisfatório. Era um lugar que não tinha nada, agora você olha, você vê um parque, tudo bonitinho, arrumado, então a gente só espera que a população continue cuidando para que as crianças, os idosos possam vir passear, curtir esse lugar que ficou muito bonito”, contou a moradora.
Presenças
Participaram da inauguração, o superintendente executivo da Caixa Econômica Federal, Marques Calixto, o gerente da filial de governo, Célio Isidoro, e o coordenador de projetos da rede executiva de governo, Eduardo Pereira de Souza; e o administrador da Regional Portão, Rodrigo Reis.
A obra em números
5827 m² de grama plantada
29.031 m³ de escavação de terra – equivalente a 2073 viagens de caminhões
181 unidades de árvores plantadas
1.178 toneladas de asfalto para compor o novo estacionamento e manutenção da via.
350 mudas de plantas para formar os jardins de chuva
7.114 m³ de pedras para execução dos gabiões
172 peças de galerias celulares
Dezenas de empregos diretos indiretos
Investimento de R$ 8,8 milhões de reais (recursos do Governo Federal via Caixa Econômica)
Foto: Ricardo Marajó/SECOM







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