O drama de uma mãe
- 3 de jul. de 2025
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03/07/2025

Pessoal, hoje estou aqui para fazer um desabafo.
Não como deputada, mas como a Flavia mãe.Mãe de uma criança autista que sofre bullying todos os dias.
Ao longo do tempo, já vivi muitas situações difíceis. Fui chamada na escola inúmeras vezes para ouvir reclamações sobre o meu filho. Ele é frequentemente rotulado como uma criança difícil e vira alvo constante de críticas de outras mães e alunos.
Sempre procurei ouvir com atenção. Sempre escutei as escolas por onde o Ber passou, acreditando que talvez ele fosse o problema. Que fosse agressivo, ou incapaz de se adaptar — características que, muitas vezes, são injustamente associadas ao autismo.
Mas isso tem afetado profundamente a vida dele. Recentemente, foi aniversário do Ber, e nenhum colega da escola apareceu para comemorar. Nenhum.A exclusão dentro da sala de aula é uma dor silenciosa que nossa família enfrenta todos os dias.
E não é só exclusão.É também ridicularização.Meu filho é alvo constante de piadas, comentários maldosos, risadas escondidas. Atitudes que destroem a autoestima de uma criança que só quer pertencer, ser aceita, ser compreendida.
Só que desta vez, a situação passou dos limites.
Os coleguinhas dele começaram a incitar o ódio, colocando medo. Tudo começou porque o Ber fez um gol durante a aula de educação física. Depois disso, ele recebeu mensagens dizendo que o menino do time adversário iria bater nele no dia seguinte — e que ele deveria ir pronto para revidar.
Ou seja: além de aterrorizar meu filho — que tem dificuldades em distinguir o que é real e o que não é — ainda estavam incentivando ele a revidar.
Agora pensem: se ele chega à escola com medo, achando que vai apanhar, e se defende… quem é que vai ser o culpado?
Precisamos URGENTEMENTE de mais atenção por parte das escolas.Precisamos que os pais estejam atentos, que conversem com seus filhos, que ensinem empatia, respeito e limites.
Quando um grupo de crianças age assim com um autista — ou com qualquer criança que vê o mundo de um jeito diferente — todas as nossas famílias perdem.
Até quando vamos normalizar esse tipo de violência disfarçada de brincadeira?
E eu deixo aqui uma pergunta sincera:
Tem mais alguma mãe vivendo isso?
Porque eu me recuso a acreditar que estou sozinha.
Por Flávia Francischini







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