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Netanyahu discursa na ONU sob boicote das delegações

  • 26 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

26/09/2025


Líder israelense disse já ter destruído boa parte de ameaça


O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta sexta-feira (26), durante discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que seu país seguirá atacando a Faixa de Gaza até que "termine o trabalho" no território palestino.

 

Netanyahu entrou no plenário da ONU sob vaias, e diversas comitivas se retiraram antes mesmo de ele começar a falar, como gesto de repúdio. A comitiva do Brasil também deixou o local, como fez no ano passado.

 

No início de seu discurso, voltou a mostrar um mapa que exibiu no ano passado com países que disse ser do "Eixo do mal". Depois, riscou com um marcador regiões nas quais disse ter destruído o poderio militar de países e grupos terroristas.

 

"Lembram dos pagers (em referência aos dispositivos de membros do Hezbollah expodidos em uma operação do serviço secreto de Israel)? Eles entenderam a mensagem. Destruímos bases na Síria, no Iêmen. Nós devastamos as armas atômicas do Irã", disse.

 

"Mas devemos permanecer vigilantes. Ainda não terminamos. O Irã está preparando mísseis balísticos com o objetivo não só de destruir Israel, mas também os Estados Unidos e vários lugares".

 

O discurso do premiê israelense ocorreu diante da "onda de reconhecimentos" do Estado Palestino, nas últimas semanas, por parte de países ocidentais e aliados dos Estados Unidos, como o Reino Unido e a França. Como esperado, ele criticou os gestos.

 

"A decisão vergonhosa de vocês irá encorajar o terrorismo contra os judeus, contra pessoas inocentes em todo lugar (...)Como já fizemos antes, Israel tem que lutar uma luta contra a barbárie por vocês, com muitos de vocês se opondo a nós", disse.

 

"O anti-semitismo nunca morre. Pelo contrário, sempre volta".

 

Ele também voltou a negar a existência de um Estado Palestino.

 

"Dar um Estado à Palestina ao lado de Israel é como dar um Estado à Al-Qaeda ao lado de Nova York depois do 11 de setembro (de 2001, quando o grupo terrorista Al-Qaeda fez um atentado na cidade norte-americano, derrubando as Torres Gêmeas com aviões). É pura insanidade, e não vamos fazer isso".


 
 
 

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