'Não precisamos de ninguém', diz Trump após aliados se negarem a entrar na guerra
- 17 de mar.
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17/03/2026
Presidente dos EUA disse que Otan negou um pedido seu

Após países da Europa e da Ásia rejeitaram o pedido dos Estados Unidos de ajuda na guerra contra o Irã, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira que não precisa da ajuda "de ninguém" para seguir com o conflito.
Trump disse que países da Otan, a aliança militar do Ocidente, não concordaram em "se envolver com nossa operação militar contra o regime terrorista do Irã". Afirmou estar "desapontado" com a decisão dos países da aliança, que chamou de "tola".
"Nós não precisamos deles (sócios da Otan), mas eles deveriam ter ajudado. Estão comentendo um erro muito tolo", disse Trump durante encontro com o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin.
Antes, em sua rede social Truth Social, ele escreveu que "nós não precisamos mais, nem desejamos, a ajuda dos países da Otan" e do Japão, da Austrália e da Coreia do Sul — que também negaram o pedido de Trump.
"Aliás, falando como Presidente dos Estados Unidos da América, de longe o país mais poderoso do mundo, NÃO PRECISAMOS DA AJUDA DE NINGUÉM!", escreveu Trump. "O mesmo vale para o Japão, a Austrália ou a Coreia do Sul".
Países europeus e asiáticos rejeitram na segunda-feira (16) o pedido Donald Trump para que enviassem navios militares ao Estreito de Ormuz.
No fim de semana, Trump pressionou aliados europeus e sócios da Otan para que ajudassem a patrulhar o estreito, via marítima no Oriente Médio por onde passam embarcações transportando cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural do mundo. O Irã diz controlar o canal e tem atacado embarcações comerciais que passam por lá.
O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, afirmou na segunda-feira que a Alemanha não participará com suas forças armadas da segurança do Estreito. "O que Trump espera de um punhado de fragatas europeias que a poderosa Marinha dos EUA não possa fazer? Esta não é a nossa guerra, nós não a começamos", disse Pistorius;
Já o chanceler da Itália, Antonio Tajani, afirmou que a diplomacia é o caminho certo para resolver a crise no Estreito de Ormuz e que não há missões navais em que a Itália esteja envolvida que possam ser estendidas à região;
Um porta-voz do governo da Grécia declarou que seu país não se envolverá em operações militares no Estreito de Ormuz.
Nesta manhã, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou ainda não ter decidido se atenderá ao pedido de Trump, mas disse estar dialogando com aliados para tentar "bolar um plano" para garantir a segurança no Estreito de Ormuz.
"Ainda não chegamos a uma decisão", declarou Starmer.
A França ainda não havia respondido à pressão de Trump até a última atualização desta reportagem, mas o presidente francês, Emmanuel Macron, já disse anteriormente que trabalha com países parceiros em uma possível missão internacional no estreito. Macron afirmou, no entanto, que isso só ocorreria quando os combates diminuírem.
Já o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul afirmou que “tomou nota” do pedido de Trump e que “coordenará de perto e analisará cuidadosamente” a situação com os EUA. E há expectativa de que Trump faça um pedido direto ao Japão quando a primeira-ministra Sanae Takaichi se reunir com ele na quinta-feira na Casa Branca.
No domingo (15), Trump disse ter exigido que cerca de sete países enviem navios de guerra para manter aberto o Estreito de Ormuz, em uma tentativa de conter a alta nos preços do petróleo, que disparam durante a guerra com o Irã.
O presidente se recusou a identificar os países com os quais disse negociar para formar uma coalizão que patrulhe a via marítima. Mas fez pressão especial à China, que afirmou receber cerca de 90% de seu petróleo pelo estreito, enquanto os EUA recebem uma quantidade mínima.
Um porta-voz da embaixada chinesa nos EUA, Liu Pengyu, disse que “todas as partes têm a responsabilidade de garantir um fornecimento de energia estável e sem interrupções” e que a China “fortalecerá a comunicação com as partes relevantes” para reduzir as tensões.
Em entrevista ao jornal "Financial Times", Trump pressionou também a Otan, a aliança militar do Ocidente, a enviar embarcações militares ao Estreito de Ormuz.
“Estou exigindo que esses países venham e protejam seu próprio território, porque é o território deles”, disse Trump sobre o estreito, afirmando que a rota marítima não é algo de que os EUA precisem, já que têm seu próprio acesso ao petróleo.







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