Médico diz que Bolsonaro apresentou melhora, mas evolução é lenta
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18/03/2026
Bolsonaro foi internado na última sexta-feira (13) pela manhã para tratamento de pneumonia bacteriana

O médico cardiologista Brasil Caiado afirmou nesta quarta-feira (18) que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou uma evolução no quadro, apesar da melhora ainda ser lenta.
Bolsonaro continua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta.
Ele foi internado na última sexta-feira (13) pela manhã para tratamento de pneumonia bacteriana aguda decorrente de um episódio de broncoaspiração.
O ex-presidente, que cumpre prisão na Papudinha por tentativa de golpe de Estado, passou mal e precisou ser levado ao hospital, onde permanece medicado com antibióticos e acompanhado pela equipe médica.
"Nas primeiras horas, os exames laboratoriais indicaram uma piora do quadro, foi o que mais nos preocupou", relatou o médico. "Ontem foi o dia que ele — muito temerário, preocupado pelo cansaço, pela falta de ar — apresentou melhora progressiva".
"Nós esperamos hoje para atualizar para vocês — apesar dos boletins diários —, porque estava uma evolução lenta, apesar de gradativa, e parcial", disse o especialista à imprensa reunida no local.
Segundo o profissional, Bolsonaro passou por uma tomografia computadorizada e o exame apontou melhora mais significativa no pulmão direito. "No lado esquerdo, continua ainda um comprometimento moderado", ponderou.
"Nós percebemos que ele ficou um pouco temerário, apreensivo. Ele sentiu o peso dessa patologia um pouco mais. Mas, de qualquer forma, já temos um quadro bom, a tendência é melhorar", prosseguiu.
A informação foi confirmada momentos depois pelo boletim médico.
"Apresentou boa evolução clínica, com melhora parcial dos aspectos tomográficos e melhora importante dos marcadores inflamatórios. Tem programação de manter o tratamento com antibioticoterapia e segue com suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora", diz a nota.
Saúde de Bolsonaro
Essa não é a primeira vez que Bolsonaro passa mal desde que foi preso. Em setembro do ano passado, por exemplo, quando ainda estava em prisão domiciliar, ele precisou de atendimento médico. Na época, ele apresentou quadro de vômitos, tontura e queda da pressão arterial.
Já em janeiro deste ano, quando estava detido na Superintendência da Polícia Federal, o ex-presidente precisou ser internado depois de passar mal e bater a cabeça em um móvel da cela.
Nesse mesmo mês, o ex-presidente foi transferido para a Papudinha, a pedido dos advogados dele. A unidade conta, entre outras coisas, com apoio de fisioterapia e de médicos 24 horas, barra de apoio na cama e cozinha.
Mesmo após a transferência, a defesa apresentou uma série de novos pedidos pela prisão domiciliar sob a justificativa de fragilidade na saúde do ex-presidente.
Contudo, os pedidos foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).
Uma junta médica da Polícia Federal atestou que, embora Bolsonaro precise de cuidados, tem condições para permanecer na unidade.







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