Mães curitibanas contam suas histórias de amparo e acolhimento proporcionados pela Prefeitura
- 9 de mai. de 2025
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09/05/2025

A Rede Mãe Curitibana Vale a Vida é um programa amplo da Prefeitura de Curitiba, que visa a assistência integral à mulher e à criança desde o planejamento familiar, pré-natal, parto e puerpério. No ano de 2024, 9.226 mulheres foram atendidas pelo programa. O atendimento abrange todos os exames preconizados para o acompanhamento da gestação, tanto os laboratoriais quanto os de imagem. Para outras etapas da vida, além da gestação, são oferecidos exames de saúde da mulher, como o citopatológico e mamografia.
Acompanhamento começa antes da gravidez
Uma das mães atendidas é Sheron Nunes Machado, de 29 anos, que trabalha como artista autônoma. Atendida pelo Mãe Curitibana, ela deu à luz Santiago, que tem quase 5 meses de vida. As atenções se iniciaram antes mesmo da concepção do bebê. Sheron já participava do programa, que lhe disponibilizou o DIU que utilizava como método contraceptivo. Quando decidiu ter filho, ela recebeu todo o suporte para planejar a gravidez.
Sheron conta que foi entrevistada pelo médico que queria saber todo o contexto familiar e social no qual a vinda do bebê se daria, abrangendo todos os aspectos que envolvem uma gestação, não só os clínicos.
Como anteriormente ela havia tido uma gestação que não se concluiu, a equipe da unidade de saúde fez um acompanhamento mais intenso, cuidando tanto dos aspectos psicológicos quanto dos físicos da gravidez. Ela recebeu consultas e avaliações de psicólogo, além de encaminhamentos para ecografias e demais exames, para estar preparada física e emocionalmente para ter um filho.
Quando se aproximou a hora do nascimento de Santiago, Sheron foi encaminhada ao Hospital Universitário Evangélico Mackenzie. Lá teve o acompanhamento de uma médica, de uma fisioterapeuta pélvica, profissional que a ajudou a encontrar a melhor posição para realizar o parto, e de três enfermeiras. Estavam sempre acompanhando sua respiração e pulsação, garantindo que se sentisse segura durante todo o processo e que a vinda do bebê fosse tranquila.
No pós-parto, continuaram os cuidados. Ela aprendeu como amamentar o filho, recebendo acompanhamento a qualquer hora do dia e só sendo dispensada com as técnicas aprendidas e o bebê alimentado.
Nos primeiros dias após nascer, Santiago fez o teste do pezinho, exames de sangue, teste de surdez e visão, recebeu vacinas e consulta com pediatra. Agora, a mãe leva mensalmente o garoto a unidade de saúde para que se acompanhem seu crescimento.
Acesso gratuito à exames
Para outra mãe, Beatriz Pereira Tomaz, de 26 anos, que trabalha como secretária e gerou as gêmeas Lara e Lívia, de um 1 de idade, o Mãe Curitibana foi fundamental para que ela pudesse fazer gratuitamente todos os exames e consultas necessários.
“Acho que fez toda a diferença também na questão financeira. Como são dois bebês, o gasto é maior. Se eu tivesse que fazer todos os exames na rede particular, seria muito caro.” Como a gestação de gêmeos é considerada de risco, Beatriz fez exames de ultrassom em todas as semanas da gravidez, até a vinda das meninas. Ela diz que conseguiu agendar todas as consultas sem demora.
Os profissionais do programa encaminharam Beatriz, durante os dois últimos meses de gestação, para que fosse atendida também no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie. Ali, ocorreu o parto prematuro das gêmeas, que nasceram com 8 meses e duas semanas. Devido a isto, ficaram internadas no hospital por duas semanas.
As meninas receberam vacinas e hoje são acompanhadas, além do pediatra, por uma nutricionista especializada para garantir que cresçam saudáveis. Então, Beatriz, além do leite materno, oferece às filhas uma fórmula láctea que recebe gratuitamente. O acompanhamento das crianças continua, já tendo as próximas consultas e vacinas programadas.
Como funciona o Mãe Curitibana
O atendimento abrange todos os exames preconizados para o acompanhamento da gestação, tanto os laboratoriais quanto os de imagem. Para outras etapas da vida, além da gestação, são oferecidos exames de saúde da mulher, como o citopatológico e mamografia.
O acolhimento da gestante ocorre em uma unidade básica de saúde, onde ela é inscrita no programa de assistência para então ser encaminhada à avaliação clínico-obstétrica, estratificação do risco gestacional e vinculação à maternidade de referência adequada para aquela gravidez. Também ocorre a solicitação dos exames complementares de rotina e posterior análise dos resultados.
As mulheres recebem orientações completas sobre o calendário de vacinação, informações sobre a participação em atividades educativas e oficinas relevantes e encaminhamento para avaliação da saúde bucal, com ênfase em sua importância durante a gestação.
Caso seja identificado que se trata de gestação de alto risco, ocorre encaminhamento para avaliação obstétrica especializada.
Foto: Isabella Mayer/SECOM







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