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Multidão vai à Vila Belmiro para ver o corpo de Pelé

  • 2 de jan. de 2023
  • 2 min de leitura

02/01/2023


O velório vai sem interrupção, até as 10h de quarta (3)



O adeus ao Rei do Futebol necessitou paciência e protetor solar. Quatro filas em zig-zag em uma das laterais do estádio da Vila Belmiro, em Santos, marcaram o início do velório de Pelé, às 10h desta segunda-feira (2). Amigos e parentes foram os primeiros a entrar.


O corpo do ex-jogador, morto na última quinta-feira (29), chegou ao estádio que o projetou ao futebol as 4h54, após duas horas de cortejo desde o Hospital Albert Einstein, na zona sul de São Paulo.


Integrantes de uma torcida organizada soltaram fogos na chegada do corpo em carro funerário escoltado por batedores e carros da polícia. Ao redor do estádio há várias faixas em comércios e casas em homenagem a Pelé.


Desde então, a fila foi crescendo lentamente até torcedores e fãs chegarem em peso, a partir das 8h30.


Há cerca de mil jornalistas credenciados entre brasileiros e estrangeiros, como ingleses, italianos, mexicanos e de países sul-americanos.


O caixão foi colocado em uma tenda no meio do gramado por volta das 9h30. O ex-atacante Pepe, parceiro histórico de Pelé com a camisa do Santos, foi um dos primeiros a se aproximar.


Pouco antes, o sistema de som da Vila tocou o hino do Santos e uma música cantada pelo Rei, em que ele dizia que era o Pelé e que havia vindo de Três Corações (MG).


O velório vai sem interrupção, até as 10h desta quarta (3), quando sairá o cortejo pelas ruas de Santos, passando pelo Canal 6, onde mora dona Celeste, mãe de Pelé.


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, foi a primeira autoridade a chegar nesta segunda.


Pouco depois, chegou ao local o presidente da Fifa, Gianni Infantino. Também estão confirmadas as presenças do chefe da CBF, Ednaldo Rodrigues, do governador Tarcísio de Freitas (Podemos) e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), além de ex-jogadores do Santos, que têm uma entrada exclusiva no estádio.


Muitos anônimos vieram de longe, como a servidora pública Adriana Bonfim, 53, que pegou um voo no início da noite de domingo em Brasília, alugou um carro em São Paulo e passou madrugada à espera do início do velório.


“Fiz isso pelo que ele representou ao Brasil”, disse.

 
 
 

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