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Mulher presa por ser passar por criança em SC aplicou golpe em Colombo

  • há 6 dias
  • 2 min de leitura

09/06/2026


Mulher de 37 anos foi adotada por família de Joinville


Reprodução
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A Polícia Civil do Paraná voltou a dar andamento às investigações de um caso registrado em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, após a prisão, em Santa Catarina, de uma mulher de 37 anos que ganhou repercussão nacional por se passar por uma adolescente e viver por mais de um ano com uma família em Joinville.

 

O caso no Paraná começou em 2021, quando integrantes de um grupo de oração ligado a uma igreja passaram a manter contato com uma suposta menina de 13 anos diagnosticada com câncer terminal. Ao longo de cerca de dez meses, a jovem relatava histórias de abandono, violência, perdas familiares e problemas de saúde, despertando a solidariedade dos fiéis.

 

A investigação foi instaurada em dezembro de 2022, mas, apesar das diligências realizadas na época, a autoria do crime não foi identificada. Com as informações obtidas a partir da prisão em Santa Catarina, a PCPR informou que irá intimar as vítimas para a realização do reconhecimento da suspeita.

 

Segundo a advogada criminalista Caroline Sousa Rangel, que representa as vítimas de Colombo, o grupo procurou o escritório em 2022, depois de começar a desconfiar de que havia sido enganado. Até então, os integrantes acreditavam estar ajudando uma criança gravemente doente, oferecendo apoio espiritual e emocional. Tudo acontecia de forma virtual.

 

A relação estabelecida com as vítimas, segundo a advogada, ultrapassava a questão financeira. Embora tenha havido transferências em dinheiro, os valores não eram expressivos. Na avaliação da defesa, a mulher parecia buscar principalmente atenção e afeto, exigindo contato constante para receber orações, palavras de apoio e oportunidades para compartilhar as tragédias que dizia ter vivido.

 

A principal vítima do caso chegou a desenvolver uma ligação tão intensa com a suposta adolescente que tatuou em seu pulso o nome falso usado pela mulher. Posteriormente, a tatuagem foi coberta. Segundo a advogada, o envolvimento afetou inclusive o relacionamento familiar da vítima, já que ela dedicava grande parte do tempo e da atenção à pessoa que acreditava ser uma menina com câncer.

 

A desconfiança começou a surgir diante das sucessivas tentativas frustradas de encontro presencial. Sempre que os integrantes do grupo tentavam encontrá la, surgia algum imprevisto envolvendo hospitais, viagens ou problemas familiares. Pressionada, a própria mulher acabou admitindo que toda a história era falsa.

 

A notícia crime foi formalizada em 2022, com pedido para apuração do crime de estelionato qualificado por meio eletrônico. Conforme Caroline Rangel, desde o início havia elementos capazes de justificar diligências mais aprofundadas. Entre eles, estavam os dados da pessoa que recebia os valores enviados pelas vítimas por meio do Pix.


 
 
 

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