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MPPR faz denúncia criminal contra vereador Lórens Nogueira

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

12/06/2026


Vereador é acusado da prática de “rachadinha”


Reprodução
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O Ministério Público do Paraná (MPR), por meio do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia criminal contra o vereador Lórens Nogueira (PP),pela prática do crime de “rachadinha”. A denúncia já foi recebida pelo Judiciário.

 

Conforme apurado nas investigações, o parlamentar teria cometido o crime ao menos entre novembro de 2025 e abril deste ano, obrigando uma assessora comissionada de seu gabinete a passar-lhe mensalmente R$ 5 mil reais, sob pena de demissão caso não o fizesse.

 

A denúncia aponta o crime de concussão cometido por cinco vezes ‒ com pena prevista de reclusão de 2 a 12 anos e multa (artigo 316 do Código Penal) ‒ em concurso material (com acumulação das penas para cada delito). Além da condenação às penas previstas, o MPPR pede a perda do cargo público e o pagamento de ao menos R$ 25 mil à vítima em reparação pelos danos a ela causados e no mínimo R$ 50 mil a título de dano moral coletivo.

 

MPPR pede afastamento de vereador

Em caráter cautelar, o Ministério Público requer a imediata suspensão do parlamentar de sua função pública, para resguardar a ordem pública e garantir que a instrução processual ocorra sem interferências, tendo em vista o fundado receio de que ele possa continuar utilizando as prerrogativas do cargo para cometer novos ilícitos ou constranger servidores.

 

Câmara já instalou comissão processante

A Câmara Municipal de Curitiba, por sua vez, instalou uma comissão processante que pode recomendar a cassação do mandato. Na última segunda-feira (8), um sorteio definiu que a vereadora Meri Martins (Republicanos) integrará o colegiado, já que Mauro Bobato (PP), escolhido anteriormente, é filiado ao mesmo partido de Lórens. Os outros integrantes são Serginho do Posto (PSD, presidente) e Da Costa (Podemos, relator).

 

Lórens Nogueira falou sobre o caso durante a sessão do dia 1º de junho e negou qualquer irregularidade.


 
 
 

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