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Movimento no Aeroporto de Curitiba cresce 56% em 2022

  • 10 de jul. de 2023
  • 2 min de leitura

10/07/2023


Com o resultado, ele passou a ocupar, no ano passado, o 13º lugar no ranking



A movimentação nos aeroportos do País está em alta, principalmente na capital paranaense. A demanda no Aeroporto Internacional Afonso Pena teve a segunda maior variação entre 2021 e 2022, com um crescimento de 56%. Desde a retomada, em 2021, o aeroporto ocupa a 12ª posição no ranking dos 20 aeroportos mais movimentados do País.


O crescimento do Afonso Pena, em 2022, considerando os 20 aeroportos de maior movimentação, ficou atrás apenas do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que teve alta de 88% de um ano para outro. Os dados são da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e consideram o total de passageiros de origem e destino, de voos regulares e não regulares.


Com a expansão, a movimentação de passageiros está próxima dos patamares pré-pandemia, explica a CCR Aeroportos, que assumiu a operação do Afonso Pena e de outros três terminais paranaenses em 2022. O número de destinos para a Capital superou os ofertados em 2019, graças ao incentivo oferecido pelo Governo do Estado para fortalecer a aviação civil no Paraná.


Em 2022, o Aeroporto Afonso Pena atendeu 29 destinos regulares (que operam por, pelo menos, seis meses consecutivos), sete a mais que em 2019. Entre os novos destinos, estão duas rotas internacionais inéditas, para Santiago e Buenos Aires, e voos regionais, para Umuarama, Telêmaco Borba, União da Vitória, Guaíra, Francisco Beltrão, Cornélio Procópio, Arapongas, Apucarana, Cianorte e Campo Mourão.


INCENTIVO – Por intermediação da Invest Paraná, agência de promoção de investimentos do Estado, as companhias recebem um tratamento diferenciado no recolhimento do ICMS que incide sobre o querosene de aviação civil. A Secretaria de Estado da Fazenda estabelece, em termos contratuais, uma alíquota reduzida, de 19% para até 4%. Em contrapartida, as empresas devem cumprir uma série de requisitos em prol do fortalecimento da aviação civil no Estado.


O diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, explica que o incentivo traz benefícios ao Estado por ampliar o desenvolvimento econômico e melhorar o atendimento à população. “Nosso foco é no número de acentos de destinos que chegam ou partem do Paraná, além do aumento de aeroportos e aeródromos atendidos pelas companhias, para que atendam mais municípios do Estado”, diz.


“O desenvolvimento econômico passa pelo reforço dos centros logísticos. Os empresários que investem no Paraná têm interesse em contar com uma logística ágil, para atender seus funcionários e fornecedores”, salienta Bekin. “Além disso, esses voos contribuem com o turismo, ampliando o número de turistas que vêm ao Paraná”.


Para usufruir dos benefícios, as companhias aéreas precisam, por exemplo, operar um número mínimo de voos nos aeroportos do Paraná. Além disso, não podem reduzir o quadro de funcionários no estado e devem consumir uma cota mínima de litros de querosene em operações de abastecimento de aeronaves no estado. Também é exigido um recolhimento mínimo de ICMS aos cofres do Estado.


“As medidas estimulam o aumento no número de voos e a ampliação das rotas disponíveis, impulsionando o turismo, o comércio e os negócios em geral”, destacou o secretário estadual da Fazenda, Renê Garcia Júnior. “Além disso, a manutenção de empregos e o aumento do consumo de querosene de aviação contribuem para movimentar a economia local, gerando receita e fortalecendo os aeroportos paranaenses como importantes centros de transporte e logística”.

 
 
 

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