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Mosca mortal também pode aumentar preço da carne bovina nos EUA

  • 24 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

24/07/2025


Preço do alimento está atingindo recordes no país


Fazer churrasco nos Estados Unidos está cada vez mais caro e a situação não deve melhorar tão cedo.

 

Os preços da carne no país vêm batendo recordes. Em junho, por exemplo, o preço médio de 450 gramas de carne moída chegou a US$ 6,12, um aumento de quase 12% em relação ao ano passado, segundo dados do governo dos EUA.

 

Mas isso não é recente. Os preços da carne vêm subindo de forma constante nos últimos 20 anos por causa de uma diminuição do rebanho bovino americano, que chegou ao seu menor nível em 2025, em 74 anos.

 

E as tarifas que Donald Trump impôs a grandes produtores de carne, como o Brasil, devem pressionar ainda mais a inflação.

 

E não é só isso. O governo americano teme que uma praga que atingiu rebanhos no México chegue aos EUA e coloque em risco os animais do país. Trata-se da mosca-da-bicheira, cujas larvas se alimentam da carne viva dos bois.

 

O rebanho bovino dos EUA tem diminuído continuamente há décadas.

 

Em 1º de janeiro, os EUA tinham 86,7 milhões de bovinos, uma queda de 8% em relação ao pico mais recente, em 2019. Esse é o menor número desde 1951, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA.

 

A indústria de carne bovina nos EUA tem aprimorado a criação de animais maiores, permitindo que os pecuaristas produzam a mesma quantidade de carne com menos cabeças de gado, segundo David Anderson, economista especializado em pecuária da Texas A&M.

 

Então, em 2020, começou uma seca que durou três anos, prejudicando pastagens e elevando o custo da ração, segundo o American Farm Bureau.

 

A seca continua sendo um problema no oeste do país desde então, e o preço da ração tem pressionado ainda mais os pecuaristas, que já operam com margens de lucro pequenas.

 

Como resposta, muitos agricultores abateram mais fêmeas do que o normal, o que ajudou a manter o fornecimento de carne a curto prazo, mas reduziu o tamanho dos rebanhos futuros. A menor oferta de gado elevou os preços.

 

Nos últimos anos, os preços dos bois dispararam. As cotações mais recentes apontam que os bois estão sendo vendidos por US$ 230 a cada cerca de 45 quilos.

 

Esses valores mais altos incentivam os pecuaristas a vender mais fêmeas, em vez de mantê-las para reprodução, já que os preços futuros podem cair, segundo Anderson.

 

“Para eles, o dilema é: ‘vendo esse animal agora e embolso esse lucro recorde?’ Ou ‘mantenho ela para gerar retorno ao longo da sua vida produtiva, tendo bezerros?’”, disse Anderson. “É um jogo de equilíbrio, e até agora o lado que tem vencido é o da venda imediata.”

 
 
 

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