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Mata-mata da Copa exige atenção redobrada com cães e gatos durante as comemorações

  • há 14 horas
  • 3 min de leitura

04/07/2026


Professor de Medicina Veterinária do UniCuritiba explica como proteger os animais do estresse provocado por fogos, buzinas e gritos dos torcedores


A Copa do Mundo já entrou na fase de mata-mata, quando a tensão dos torcedores aumenta e as comemorações costumam ficar ainda mais barulhentas. A cada gol ou classificação, fogos de artifício, buzinas e gritos tomam conta das ruas. Para cães e gatos, porém, esse clima de festa pode representar momentos de medo, estresse e até crises de ansiedade.

Isso acontece porque os animais possuem uma audição muito mais sensível do que a dos seres humanos e não conseguem compreender a origem dos sons intensos e imprevisíveis. O resultado pode ser uma série de alterações comportamentais e fisiológicas, que variam desde tremores e inquietação até tentativas de fuga.

Segundo o professor do curso de Medicina Veterinária do UniCuritiba, Luis Felipe Kühl, o período de jogos decisivos merece atenção especial dos responsáveis.

"Cães e gatos possuem uma audição muito mais sensível do que a nossa. Sons intensos e imprevisíveis, como fogos de artifício, buzinas e gritos, são percebidos de forma exacerbada, desencadeando respostas de medo e estresse. Como eles não conseguem compreender a origem desses estímulos, podem apresentar reações semelhantes a crises de ansiedade", explica.

Os sinais de que o animal está sofrendo podem aparecer logo nos primeiros minutos das comemorações. Tremores, respiração acelerada, salivação excessiva, vocalização, inquietação, tentativa de se esconder, orelhas para trás, cauda entre as pernas, pupilas dilatadas e perda de apetite estão entre os sintomas mais comuns. Em alguns casos, também podem ocorrer vômitos, diarreia, comportamentos destrutivos e tentativas de fuga.

Para reduzir o impacto do barulho, o ideal é preparar a casa antes mesmo do início da partida. O professor recomenda separar um ambiente tranquilo, em um cômodo mais silencioso, longe das áreas onde o barulho é mais intenso. Fechar portas e janelas, manter as cortinas fechadas e ligar uma televisão ou uma música em volume moderado ajudam a reduzir a percepção dos sons externos.

"Também é importante manter água disponível, oferecer brinquedos ou outras formas de enriquecimento ambiental e permitir que o animal permaneça no local onde se sente seguro, sem forçá-lo a interagir", orienta.

Cães e gatos reagem de formas diferentes

Embora ambas as espécies sejam afetadas pelo barulho, elas costumam manifestar o medo de maneiras diferentes.

Os cães geralmente demonstram a ansiedade de forma mais evidente, ficando agitados, vocalizando ou buscando a presença dos integrantes da família. Já os gatos tendem a reagir de forma mais discreta, procurando esconderijos e evitando contato.

Por isso, os cuidados também variam. Enquanto os cães costumam se beneficiar de um ambiente calmo e da manutenção da rotina, os gatos precisam ter acesso a esconderijos seguros onde possam permanecer até que o barulho diminua.

Um dos maiores riscos durante as comemorações é a fuga. Assustados, muitos animais tentam escapar da residência e podem sofrer acidentes ou se perder.

"É fundamental verificar se portas, portões e janelas estão bem fechados, evitar deixar o animal sozinho em quintais ou áreas externas e orientar familiares e visitantes para que tenham cuidado ao entrar e sair da casa durante as comemorações", alerta Kuhl.

O professor também recomenda manter cães e gatos identificados com plaquinha e, sempre que possível, com microchip, aumentando as chances de reencontro caso uma fuga aconteça.

O que nunca fazer

Na tentativa de acalmar o animal, alguns responsáveis acabam adotando atitudes que podem piorar a situação. Punir o pet por demonstrar medo, obrigá-lo a enfrentar situações que causam ansiedade ou administrar medicamentos sem orientação veterinária estão entre os erros mais comuns.

Quando o medo é intenso, recorrente ou provoca tentativas de fuga, automutilação, agressividade ou compromete significativamente o bem-estar do animal, a recomendação é procurar um médico-veterinário. Dependendo do caso, pode ser necessário um tratamento específico, que pode incluir acompanhamento comportamental e medicação prescrita por um profissional.


Créditos: Divulgação.


 
 
 

1 comentário


Eric Larsen
Eric Larsen
há 9 horas

Estava tentando entender como funciona a política interna de KYC e AML de algumas plataformas regionais e caí num tópico morto onde ninguém sabia responder direito sobre a jurisdição operacional da Central de jogos Tigrinho, procurei documentação técnica em vários lugares e o único ponto onde parte disso está minimamente descrito é em http://www.tigrinho.vip/baixar-app/, embora a estrutura da página seja confusa e a hierarquia de informação claramente não tenha sido pensada para leitura sequencial. A tabela de processamento do sistema de pagamento mostra latências declaradas, mas sem log público ou auditoria externa verificável, o que limita qualquer análise séria de RTP e integridade transacional. O suporte responde, só que as respostas parecem seguir árvore de decisão fechada, o que dificulta…

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