Mais de 60% das empresas abertas em Curitiba se beneficiaram do Facilita Mais
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13/07/2026

Mais de 60% das empresas abertas em Curitiba desde fevereiro se enquadraram nos benefícios do programa Facilita Mais, que dobrou o número de categorias empresariais dispensadas de alvarás e licenças para operar, de 606 para 1.200.
O programa, previsto no Decreto 2.350, de 11 de novembro de 2025, entrou em vigor em 9/2. Desta data até 9/7, foram 32.608 empresas abertas em Curitiba e destas 19.708 (60,44%) foram de baixo e médio risco, enquadradas no Facilita Mais. Os dados são de um levantamento da Secretaria de Planejamento, Finanças e Orçamento.
O Facilita Mais tem como objetivo simplificar, inovar e gerar oportunidades para quem quer empreender.
“É um incentivo ao desenvolvimento e à geração de empregos. E os números mostram que lançar o projeto foi muito acertado, colaborando para estimular o empreendedorismo na cidade atraindo mais investimentos para nossa capital”, destaca o prefeito Eduardo Pimentel.
Para quem deseja empreender na cidade significa mais agilidade e menos burocracia. Entre os setores contemplados com a redução da burocracia estão transportes, serviços postais, instituições financeiras, construção civil e educação. O decreto também traz avanços para empresas classificadas como de médio risco, permitindo a emissão automática do alvará logo após a criação do CNPJ, sem exigências prévias.
Confira AQUI os detalhes do decreto.
Liderança
O Facilita Mais, liderado pela Secretaria de Planejamento, Finanças e Orçamento e Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, regulamenta a Lei de Liberdade Econômica (13.874/2019), considerada um marco para a desburocratização e modernização do ambiente de negócios. Com ele, empresas enquadradas como de baixo risco podem iniciar as operações imediatamente após a consulta de viabilidade e autodeclaração, sem a necessidade de licenças sanitárias, ambientais ou do Corpo de Bombeiros.
"A burocracia para abertura de empresas sempre foi um entrave para o empreendedorismo brasileiro e uma das principais reclamações de quem queria abrir um negócio. O poder público precisa ser um indutor do empreendedorismo e é o que estamos fazendo, com sucesso, aqui em Curitiba", diz o secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi.
Evelize Tarasiuk, gerente de cadastro da Secretaria de Finanças, Planejamento e Orçamento, ressalta que Curitiba vem, há alguns anos, avançando na desburocratização, mas o decreto do ano passado promove um salto nessa estratégia. Curitiba é a segunda capital menos burocrática do País para quem quer abrir uma empresa, segundo o Ranking Nacional de Liberdade para Trabalhar nas Capitais, elaborado pelo Instituto Liberal de São Paulo (ILISP). A capital paranaense, com 1.164 atividades enquadradas na Lei de Liberdade Econômica (a diferença em relação aos dados da Prefeitura está nas subdivisões de atividades que foram criadas pelo município e que só valem na cidade). No levantamento, Curitiba ficou atrás apenas de Porto Alegre (RS), com 1.178.
Além disso, ela cita outras ações que têm contribuído para facilitar a abertura de negócios, como a adesão à Redesim; revisão de legislações; processamento eletrônico de dados; integração entre os órgãos responsáveis e implantação da classificação de risco.
"Todas essas ações garantem aos empreendedores do município o início das atividades de forma rápida e descomplicada, contribuindo para o sucesso dos seus negócios e o desenvolvimento econômico da cidade”, afirma.
Apenas 2 horas
Atualmente, Curitiba é a capital mais rápida para abertura de negócios do País, segundo levantamento Mapa das Empresas, do governo federal. O último levantamento, referente ao segundo quadrimestre de 2025, mostra que o tempo médio para se abrir uma empresa na cidade é de apenas duas horas, 90% mais rápido que a média brasileira, de 21 horas. A capital paranaense lidera o ranking com Aracaju (SE), que também registra tempo de duas horas. Em seguida vêm Recife (PE), Porto Alegre (RS), Vitória (ES) e Florianópolis (SC), com três horas.
Foto: Isabella Mayer/SECOM






