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Liberação do mototáxi em Curitiba depende do impacto financeiro

  • 24 de ago. de 2023
  • 2 min de leitura

24/08/2023


Comissão de Economia pediu que o impacto do mototáxi aos hospitais de Curitiba seja apresentado pelo autor



A Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) retomou, nesta quarta-feira (23), o debate do projeto de lei com o objetivo de liberar o mototáxi na capital paranaense. O colegiado acompanhou, por unanimidade, a relatoria de Bruno Pessuti (Pode), que indicou a devolução da proposta ao autor, Zezinho Sabará (União). O objetivo é que o vereador apresente a estimativa do impacto financeiro do serviço à saúde pública de Curitiba, devido aos índices de acidentes de trânsito com motocicletas.


O projeto retornou à pauta do colegiado após Economia receber a manifestação da Urbs, contrária ao modal. Além de apontar prejuízos à saúde e ao meio ambiente, o ofício afirma que a liberação do mototáxi poderia impactar o transporte coletivo. “A redução dos usuários dos ônibus urbanos causaria o reestudo dos roteiros praticados na cidade e poderia impactar desproporcionalmente na vida das pessoas com menos recursos econômicos que necessitam do transporte coletivo para seus deslocamentos diários”, cita o documento.


“O serviço de mototáxi seria regulamentado pela Urbs”, apontou Pessuti. “A gente entende que é fundamental este impacto porque os hospitais podem ficar abarrotados de feridos e, eventualmente, uma pessoa em necessidade não terá vagas para atendimento. [..] O objetivo maior na cidade é incentivar o transporte público”, completou o relator. “A recuperação de um motociclista que tem várias fraturas, ela é lenta e cara”, declarou Osias Moraes (Republicanos).


“Cobrindo o jornalismo policial, e baseado nos números, nos indicadores, a gente percebe que a cada 10 acidentes, 7 envolvem motociclistas”, observou o vereador Jornalista Márcio Barros (PSD). Vice-presidente do colegiado, Indiara Barbosa (Novo) disse que é necessário ter o impacto financeiro, mas também dados sobre os acidentes com o mototáxi nas cidades em que o serviço é liberado. Além da questão trabalhista, Professora Josete (PT) chamou a atenção para o debate sobre a mobilidade, que envolve modais não poluentes e a preservação da vida.


Conforme o Regimento Interno (RI) da Câmara de Curitiba, o prazo para o autor se manifestar é de 60 dias, prorrogável por igual período, "sob pena de arquivamento" do projeto de lei. Apresentado o impacto financeiro, a liberação do mototáxi em Curitiba poderá retornar à pauta da Comissão de Economia.

 
 
 

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