Lei Orçamentária de Curitiba será votada em 1º turno nesta terça-feira
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22/06/2026
Projeto orienta o orçamento de Curitiba para o próximo ano

A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) votará, na próxima terça-feira (23), em primeiro turno, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027. A proposta, enviada pelo Executivo, define as diretrizes para a elaboração e execução do orçamento do próximo ano e está pautada para a sessão plenária das 9h, dependendo de maioria simples para sua aprovação.
A LDO 2027 estima o orçamento de 2027 em R$ 16,393 bilhões em receitas e despesas brutas para o próximo exercício, com orçamento líquido de R$ 15,502 bilhões, descontadas as receitas intraorçamentárias (013.00002.2026). No dia, serão votadas seis emendas. Entre as modificativas estão as 304.00007.2026, 304.00008.2026, 304.00010.2026, 304.00021.2026 e 304.00024.2026. Também consta a emenda aditiva 302.00007.2026. As alterações foram admitidas pela Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização na última reunião do colegiado.
A previsão de receitas da LDO 2027 é composta por R$ 14,501 bilhões em receitas correntes, R$ 1 bilhão em receitas de capital e R$ 891 milhões em receitas intraorçamentárias. Dentro das receitas correntes, o Município estima R$ 9,093 bilhões em arrecadação própria (59%), R$ 2,393 bilhões em transferências da União (16%) e R$ 1,763 bilhão em transferências do Estado (12%). As operações de crédito, isto é, empréstimos previstos pelo Município, somam R$ 540 milhões, o equivalente a 3,5% do orçamento.
Pelo lado das despesas, o projeto estima R$ 14,140 bilhões em despesas correntes, R$ 1,998 bilhão em despesas de capital e R$ 254 milhões em reserva de contingência. São previstos gastos de R$ 7,346 bilhões em pessoal e encargos sociais, além de investimentos que chegam a R$ 1,690 bilhão, o equivalente a 10,47% do orçamento.
Saúde e educação concentram maiores fatias
Na divisão por função de governo, a maior parcela do orçamento previsto para 2027 está na Saúde, com 22,7%. Em seguida, aparecem Educação, com 19,7%; Previdência Social, com 15,8%; Urbanismo, com 14,4%; e Administração, com 7,5%. Também há previsões para assistência social, saneamento, gestão ambiental, segurança pública, reserva de contingência e função legislativa.
Entre os investimentos destacados na Audiência Pública estão projetos já em andamento ou previstos para áreas como transporte, drenagem, gestão de riscos, habitação, pavimentação, calçadas, ciclovias, saúde, educação, segurança e defesa civil. A apresentação mencionou obras e equipamentos ligados à Linha Verde, ao Inter 2, ao BRT Leste-Oeste, à gestão climática do Bairro Novo da Caximba, à eletromobilidade no transporte coletivo, à implantação de parques, ecopontos e geração de energias renováveis.
A proposta também prevê aportes ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Na Audiência, a Prefeitura informou a previsão de R$ 826 milhões para 2027, após a segregação de massa realizada no fim de 2025. Para precatórios, os valores ainda estavam em atualização, mas a apresentação indicou R$ 127 milhões, a preços de 2026, como referência para o próximo exercício.







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