Justiça adia depoimento de bolsonarista que matou tesoureiro do PT no Paraná
- 16 de set. de 2022
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16/09/2022
Guaranho diz que não se lembra do episódios

A Justiça do Paraná acatou um pedido da defesa e adiou o depoimento do policial penal Jorge Guaranho, acusado de matar o tesoureiro do PT e guarda municipal Marcelo Arruda, a tiros, em Foz do Iguaçu. O depoimento, que seria nesta quinta (15) por videoconferência durante a audiência de instrução na 3167, 3ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu, foi adiado para o dia 28 deste mês. A alegação é que um laudo sobre o caso está pendente.
Guaranho diz que não se lembra do episódios. Ele é réu por homicídio duplamente e está preso no Complexo Médico Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Testemunhas e peritos foram ouvidos na quarta (14) e quinta (15) .
Marcelo Arruda foi morto na noite de 9 de julho, durante a própria festa de aniversário de 50 anos, realizada na sede da Associação Recreativa e Esportiva Saúde Física (Aresf). A festa estava decorada com as cores do PT e bandeiras do ex-presidente Lula.
O agente penal Jorge Guaranho é sócio da Aresf e assumidamente apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a Polícia Civil, ele teria ido até o local com o intuito de provocar os participantes da festa, gritando palavras como “Mito” e “Aqui é Bolsonaro”. Ninguém na festa conhecia Guaranho. Para o Ministério Público, o crime se deu em razão das divergências políticas entre os dois.
Marcelo Arruda chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos dos dois tiros que recebeu e morreu na madrugada de 10 de julho.
Guaranho levou quatro tiros disparados por Arruda ao revidar o ataque. Além disso, também foi atingido por chutes na cabeça e em outras partes do corpo por convidados da festa que retornaram ao salão após o fim do tiroteio. Ficou internado durante um tempo e depois foi transferido para o Complexo MédicoEssas pessoas estão sendo investigadas em um inquérito à parte.







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