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Juliano Cazarré reage após polêmica: "Mulheres mataram mais"

  • há 2 minutos
  • 2 min de leitura

13/05/2026


Juliano Cazarré voltou a causar polêmica após participar do programa "GloboNews Debate", exibido nesta terça-feira (12), para discutir o papel do homem moderno. O ator da TV Globo rebateu as críticas que recebeu sobre os cursos de masculinidade que promove e negou que eles estimulem a violência contra a mulher.


Na conversa, estiveram presentes a psicanalista Vera Iaconelli, o ator Juliano Cazarré e Ismael dos Anjos, coordenador do projeto "O Silêncio dos Homens" . Ao longo do bate-papo, Cazarré afirmou que o foco de seu trabalho não é reforçar a agressividade.


“Não é o foco do meu curso e não é o homem que eu sou. Não vou usar cropped, mas escuto as mulheres. Estou reafirmando a minha masculinidade, sou esse cara de bigode, de 100 kg e escuto vocês; sou delicado, cuido das minhas filhas. Consumo arte, choro com coisas bonitas, falo sobre os meus sentimentos”, declarou.


Em seguida, sem citar fontes, o ator afirmou que as mulheres não seriam as principais vítimas de violência, alegando que mais homens morreram em confrontos entre os sexos.

“O Brasil é um país violento contra homens, contra negros, contra brancos, contra crianças, contra idosos. É um dos países que mais matam no mundo. Morre muito homem; inclusive, mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres”,Cazarré.

Ainda durante o debate, o artista negou qualquer relação com o movimento redpill. “Para um redpill, eu sou o ser mais abjeto do mundo: sou casado, tenho seis filhos e, quando conheci a minha mulher, ela estava grávida do meu primeiro filho. Adotei um filho que não era meu, isso para um redpill é a morte. Eu não poderia ser mais anti-redpill do que sou. O meu curso é só um pouco de bom senso”, concluiu.


Violência e dados


É importante destacar que o Brasil registrou cerca de 45.747 homicídios em 2023, segundo dados consolidados no Atlas da Violência 2025. O perfil das vítimas, em sua grande maioria, foi composto por homens (cerca de 91%), jovens e negros (76,9%).


No entanto, a maioria dessas mortes ocorreu no espaço público, envolvendo armas de fogo, e estão ligadas a conflitos como tráfico de drogas, disputas entre facções e brigas interpessoais em bares ou no trânsito.


As mortes causadas por mulheres ocupam entre 5% e 6% das estatísticas, mas o cenário se inverte quando o autor é do sexo masculino. De acordo com o relatório "Retrato dos Feminicídios no Brasil", de 2026, em quase a totalidade dos casos de feminicídio (97,3%), o autor é um homem.


Portanto, enquanto a maioria dos homens morre em conflitos de rua ou tráfico em confrontos com outros homens, a maioria das mulheres morre dentro de casa (66,3%), assassinada por parceiros ou ex-parceiros.


Por fim, vale ressaltar que não existem dados oficiais que apontem as mulheres como principais agressoras fatais de homens. Em contrapartida, apenas em 2025, o Brasil registrou 1.568 feminicídios, o que representa um aumento de 4,7% em relação aos casos registrados em 2024.



Foto: Reprodução/Instagram


 
 
 

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