Irmão da influenciadora Virgínia Fonseca é condenado por importunação sexual durante festa
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10/07/2026

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) condenou o empresário William Pimenta Gusmão, de 42 anos, a um ano de reclusão em regime aberto por um caso de importunação sexual ocorrido durante uma festa em Jussara (GO), em abril de 2023. A defesa dele informou que discorda da condenação e disse que irá recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). O empresário é irmão da influenciadora Virgínia Fonseca.
O julgamento da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça sobre o caso, que tramita em segredo de justiça, foi na terça-feira, 7 O Estadão apurou que os desembargadores condenaram o empresário, por unanimidade, em relação a uma das duas acusações que há contra ele no processo. Na primeira instância, Gusmão havia sido absolvido nos dois episódios por falta de provas. O Ministério Público (MP) se posicionou pela absolvição nas duas instâncias.
De acordo com a versão da vítima, a empreendedora Rauriceia Martins da Costa, conhecida como Lilly Martins, Gusmão colocou a mão por dentro da calça dela na parte traseira enquanto tiravam uma foto que ela havia pedido. A vítima relatou que estava acompanhada da namorada na festa. Horas depois do primeiro episódio, segundo ela, o homem cometeu o ato novamente no estacionamento do evento. Os desembargadores absolveram o acusado da segunda denúncia.
A vítima usou as redes sociais para se manifestar sobre a condenação. Para ela, houve unanimidade na decisão dos magistrados porque entenderam ter provas. "Ridículo a pessoa ser condenada e continuar insistindo na própria mentira. É desgastante. A única coisa que me deixou triste foi a pena dele, apenas um ano convertida em prestação de serviço comunitário", afirmou. "Foram três anos desse mesmo inferno na minha vida", desabafou.
O Estadão também apurou que os desembargadores consideraram, entre outros pontos, a versão de uma testemunha que teria visto a importunação sexual para condenar o empresário "Nunca encostei na bunda dela, e ela continua falando. Ela pediu para tirar foto comigo e coloquei a mão nas costas dela. Tirei três fotos com essa menina. Fui para o canto com meu amigo e ela voltou com uma menina filmando atrás dela, começou a xingar minha mãe, minha irmã", disse Gusmão em vídeo publicado nas redes sociais.
Segundo ele, a mulher o abordou mais duas vezes no evento. "Na terceira vez, falei pro meu amigo, vamos embora porque essa menina está mal intencionada", afirmou. "Ela queria contato físico comigo. Ela estava tentando uma agressão física porque estava xingando minha irmã de nomes que jamais vou falar e minha mãe de nomes absurdos. Ela não conseguiu porque eu percebi a maldade dela", justificou o empresário.
A reportagem entrou em contato com o advogado de defesa da vítima e aguarda retorno. Em nota, os advogados Giuliano Vettori e Joel Bechis, que defendem o empresário, afirmaram discordar veementemente da decisão por considerarem que os fatos foram "falsamente imputados". Eles alegaram que o promotor e o procurador de Justiça emitiram pareces pela absolvição e que há "flagrante ausência de provas" na condenação.
Créditos e Foto: Estadão Conteúdo






