Instrutores de salto presos não explicam por que jogaram jovem sem cordas em SP
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16/06/2026
Dois suspeitos admitiram que seriam responsáveis por equipar as pessoas

O trio de instrutores preso pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, lançada sem a corda de segurança em um pulo de rope jump afirmou, em depoimento para a Polícia Civil no sábado (13), que não sabem explicar o erro. Veja, no vídeo acima, trechos do que os três disseram.
Os presos são Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos.
Luis Felipe e Maicon admitiram, em depoimento, que eram os responsáveis por colocar as cordas antes do salto. Ambos, no entanto, não conseguiram detalhar a divisão de tarefas.
Já Vitor Gonçalves afirmou que foi chamado para levantar a vítima. Em outro momento do depoimento, ele afirmou que a equipe não sabe explicar o sumiço da câmera que estava na mão da jovem.
Em nota, o advogado Rafael Gomes dos Santos, que representa os instrutores, afirmou que vai entrar com pedido de habeas corpus. Além disso, disse que discorda veementemente da tipificação dolosa do delito, que os acusados em nenhum momento tiveram a intenção ou assumiram o risco do resultado morte.
No sábado, data da morte, Santos afirmou que os três suspeitos são apaixonados pelo esporte, nunca tiveram problemas e classificou o caso como uma "triste fatalidade".
O trio faz parte de um grupo que oferecia os saltos de 40 metros de altura na Ponte do Esqueleto, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP), ao preço de R$ 180. Na manhã de sábado, data da morte, o evento reuniu cerca de 100 participantes e foi promovido por grupos informais.
A vítima escolheu a modalidade chamada "aviãozinho", na qual o praticante não pula sozinho, mas é lançado pelos instrutores.
Vídeos mostram que a participante foi carregada pelos três instrutores até a beirada da plataforma e arremessada para frente.
Diferente do bungee jump, o rope jump utiliza cordas estáticas (semelhantes às de escalada). O sistema é projetado para interromper a queda livre de forma controlada, transformando a energia vertical em um movimento de balanço lateral, como um pêndulo. Apesar de não ser proibido, o esporte não é regulamentado no país.
A jovem portava uma câmera quando foi arremessada, segundo testemunhas. A câmera, no entanto, sumiu. Segundo o pedagogo Rafael Goulart, um integrante da equipe organizadora retirou a câmera da vítima enquanto ela já estava caída no chão.
“A primeira cena que eu lembro de quando vi a menina no chão foi ver um dos funcionários tirando da alça do pescoço, do corpo que já estava no chão, a câmera da GoPro, preocupado com equipamento ou para querer esconder provas", conta o pedagogo Rafael Goulart.
O mesmo grupo tinha saltos marcados para os próximos dias em Rio Claro (por R$ 210) e em Minas Gerais (por R$ 250). A gravação era cobrada à parte, por R$ 110.







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