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Infantino vai pedir a Trump ajuda para permanecer à frente da FIFA

  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

03/08/2026


Infantino quer apoio de Trump diante da pressão para que renuncie após anunciar um polêmico plano de vender direitos comerciais da Copa


Reprodução vídeo
Reprodução vídeo

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, vai pedir ajuda do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que consiga permanecer à frente da entidade, de acordo com uma reportagem do jornal "New York Post" publicada nesta segunda-feira (3).

 

Infantino angariou críticas na semana passada de dirigentes da FIFA por conta de um plano para vender direitos comerciais da Copa do Mundo. O projeto prevê a criação de uma subsidiária avaliada em US$ 20 bilhões (R$ 102 bilhões) para administrar a Copa e os Mundiais de Clubes masculino e feminino. Diante das críticas, ele disse ter desistido do plano.

 

Mas a ideia gerou uma onda de pressão para que Gianni Infantino renuncie ao cargo.

 

Segundo o "New York Post", Infantino pediu ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, uma reunião para que Rubio tente convencer Trump a apoiá-lo. O jornal disse que a reunião ocorrerá nesta segunda-feira.

 

O governo norte-americano ainda não havia confirmado publicamente a reunião até a última atualização desta reportagem.

 

Ao longo da Copa do Mundo de 2026, que ocorreu nos Estados Unidos, no México e no Canadá, Trump e Infantino mostraram uma relação de proximidade. Antes da competição, o dirigente criou um prêmio inédito da FIFA, o Prêmio FIFA da Paz, e o concedeu ao presidente norte-americano, que vinha reinvincando que deveria ganhar o Prêmio Nobel da Paz.

 

Na semana passada, Infantino anunciou a proposta de criação de uma nova subsidiária, chamada FIFA Forward Enterprise (FFE), que possibilitaria a venda de uma participação minoritária dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados por cerca de 20 bilhões de dólares (R$ 102 bilhões).

 

Segundo o plano divulgado por Infantino, caso a FFE saia do papel, a comercialização dos direitos comerciais da Copa será realizada por meio do fundo de investimento Thrive Eternal, controlado por Joshua Kushner. Joshua é irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump.

 

A proposta foi amplamente rejeitada pela opinião pública. A Uefa, que comanda o futebol europeu, foi além e decretou um boicote a todas as competições organizadas pela Fifa até que a proposta seja definitivamente enterrada.


 
 
 

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