Ilha do Mel ganha mais turistas e já projeta o futuro
- JORNALE
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22/01/2026
Entre as principais medidas estão o controle de acesso à ilha

Investimentos, novo marco regulatório e trabalho conjunto entre governo e sociedade. Essa é a tônica das ações que estão transformando a infraestrutura da Ilha do Mel, no Litoral do Estado, e que a projetam para um novo futuro que já se faz presente. Entre as principais medidas estão o controle de acesso à ilha, que deve entrar em vigor no primeiro semestre de 2026, e a implantação da rede de esgoto, com previsão de conclusão para o fim do ano, fazendo com que a “pérola” do Paraná esteja cada vez mais preparada para receber turistas nos próximos anos.
Para que esse novo momento fosse possível, o Governo do Estado criou um novo marco regulatório, moderno e que resolve lacunas da legislação anterior, garantindo o desenvolvimento sustentável de um dos principais atrativos turísticos do Paraná. Parte dessa transformação veio com a Unidade Administrativa da Ilha do Mel (Unadim), vinculada ao Instituto Água e Terra (IAT), centralizando a gestão dos serviços públicos e facilitando o acesso da população às informações sobre o Plano de Uso e Ocupação do Solo e as autorizações necessárias.
“A Ilha do Mel é uma preciosidade do ponto de vista ambiental e turístico. Existe uma preocupação de cada vez mais estruturá-la para fazer um bom receptivo e que seja boa para quem ali reside. O controle de acesso é uma necessidade, pois dará mais segurança, com reconhecimento facial, cadastro de moradores e visitantes, trazendo benefícios para quem vai à ilha ou vive nela”, destaca o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.
A Ilha do Mel tem uma limitação máxima de 11 mil pessoas, contando a população fixa, de moradores, e a flutuante, de turistas. Apenas neste verão a estimativa é que mais de 100 mil turistas tenham passado pela ilha. Com o controle de acesso, será possível aferir a quantidade efetiva na ilha, uma forma de garantir a manutenção da riqueza natural do espaço, que conta também com parque estadual e estação ecológica.
O controle de acesso funcionará da seguinte forma: por meio de um aplicativo ou de totens espalhados nas áreas de embarque em Pontal do Sul e Paranaguá, e de desembarque nas comunidades de Brasília e Encantadas, o turista poderá fazer o cadastro e comprar o ticket de acesso. Nas entradas da ilha, haverá um sistema de reconhecimento facial, catracas e digital para verificar a entrada da pessoa cadastrada, ocorrendo o mesmo na saída.
“Isso é importante para que seja possível controlar o número de visitantes e também porque, com a chegada do saneamento, precisamos ter um número máximo de pessoas na ilha para que o sistema suporte a demanda”, explica a coordenadora da Unadim, Rhayane Radomski. “O turista poderá permanecer pelo período que desejar, seja um, três, sete dias, pagando o valor correspondente.”
Moradores e profissionais liberais também serão cadastrados para terem direito à isenção do pagamento da taxa de entrada na ilha. “Trata-se de uma área de preservação permanente. Precisamos ter esse cuidado, inclusive porque aqui vivem comunidades tradicionais. É uma forma de dar mais segurança tanto ao visitante quanto ao trabalhador que ingressa na ilha”, finaliza Rhayane. O IAT trabalha na portaria que regulamentará o processo de controle e isenção de entrada para grupos específicos.








