IAT reforça cuidados especiais em áreas do Pico Paraná
- 21 de mai.
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21/05/2026
As recomendações fazem parte das atividades de manejo, uso público e sensibilização ambiental

O Instituto Água e Terra (IAT) intensifica as orientações de preservação e segurança para visitantes do Parque Estadual Pico Paraná, localizado entre os municípios de Campina Grande do Sul e Antonina. A Unidade de Conservação (UC) é um dos principais redutos de campos de altitude da Serra do Mar paranaense, ecossistema peculiar, associado à Floresta Atlântica, que ocorre nos pontos mais elevados das montanhas. O IAT é uma autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
As recomendações fazem parte das atividades de manejo, uso público e sensibilização ambiental desenvolvidas pelo IAT no complexo ambiental, com foco na preservação dos campos altomontanos (situados nos topos das serras e montanhas, geralmente acima de 1.200 metros de altitude), segurança dos visitantes e uso responsável das áreas de montanha.
Na UC estão as maiores elevações do estado do Paraná, sendo o Pico do Paraná, com seus 1.877 m de altitude, o ponto culminante na região Sul do Brasil. Destacam-se ainda os Picos Caratuva (1.852 m), Ibirati (1.847 m), Itapiroca (1.799 m), Campapuça (1,688 m) e Tucum (1.739 m), dentre outros. Altitude que atrai montanhistas e visitantes em busca de contato com a natureza, desafio físico e das paisagens da Serra do Mar.
Em 2025, para dimensionar o aumento no fluxo de turistas, o parque registrou 15.056 visitantes. O número representa aumento de 81,3% em comparação aos 8.304 visitantes registrados em 2021.
“Os campos de altitude são biossistemas frágeis, que precisam da conscientização das pessoas que visitam os morros. Há um protocolo cuidadoso que deve ser seguido, com foco na preservação do meio ambiente”, afirma a bióloga do IAT e chefe do Parque Estadual Pico Paraná, Marina Rampim.
Para reduzir impactos ambientais e não causar acidentes, a orientação é para que os montanhistas permaneçam nas trilhas principais, evitando atalhos, trechos paralelos e desvios. A recomendação inclui caminhar preferencialmente sobre rochas expostas, medida que reduz processos erosivos e reduz danos aos solos e à vegetação das montanhas.
Outra instrução é para evitar atividades em períodos chuvosos. Quando molhados, os solos altomontanos perdem resistência ao pisoteio e sofrem degradação com facilidade. As condições climáticas da montanha também mudam rapidamente, com ocorrência de neblina, chuvas repentinas, ventos fortes e queda brusca de temperatura, aumentando riscos de hipotermia e perda de visibilidade.
“Os campos de altitude são ambientes extremamente sensíveis, suscetíveis ao pisoteio. Pequenas atitudes dos visitantes, como permanecer nas trilhas principais e evitar o pisoteio fora das áreas demarcadas e, principalmente, não visitar o parque em dias chuvosos, fazem diferença direta na conservação desses ecossistemas”, diz o engenheiro florestal Yury Vashchenko, da gerência de Áreas Protegidas do IAT.
A elevada fragilidade ambiental desses ecossistemas amplia a necessidade de conservação e manejo adequado. O pesquisador Maurício Bergamini Scheer, engenheiro florestal da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e especialista em ecossistemas altomontanos, explica que os campos de altitude da Serra do Mar possuem características muito específicas de clima, vegetação e solo, diferentes de outros campos existentes no Paraná.
Scheer destaca que os solos dos campos altomontanos possuem elevada concentração de matéria orgânica e exercem funções fundamentais para o equilíbrio ambiental da Serra do Mar. “Esses solos funcionam como verdadeiras esponjas naturais, armazenam grandes quantidades de água e carbono e contribuem diretamente para a regulação hídrica das bacias da região”, explica.
Os estudos científicos também apontam que esses solos levaram milhares de anos para se formar e possuem elevada fragilidade ambiental, o que reforça a importância da conservação e do uso responsável das áreas de montanha. “Por isso é preciso cuidar, ter responsabilidade, e seguir as regras determinadas pelo IAT”, afirma







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