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IAT avalia animais apreendidos em megaoperação no Paraná

  • 18 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

18/06/2025


Órgão ambiental virou lar temporário de 41 animais resgatados pela Polícia


O Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), transformou-se no lar temporário de parte da fauna silvestre resgatada pela Polícia Civil do Paraná durante operação que desarticulou na terça-feira (17) um dos maiores grupos de tráfico internacional de animais do País.

 

Todos os 41 animais encaminhados ao órgão ambiental, entre répteis, aracnídeos e aves, passarão por avaliações clínicas e exames laboratoriais a partir desta quarta-feira (18). Aqueles que estiverem aptos, e pertencerem ao grupo de espécies nativas, retornarão à natureza. Outros, vítimas de maus tratos, exemplares de espécies exóticas ou que não terão mais condições de sobreviver no habitat natural, serão destinados a estabelecimentos credenciados pelo IAT, como criadouros, zoológicos e mantenedores.

 

“Começaremos um processo de avaliação sanitária, de saúde e de bem-estar, com esses animais com uma equipe multidisciplinar, com biólogos, veterinários e técnicos em meio ambiente”, afirma a bióloga do Instituto, Jéssica Jasinski, que participou de toda a operação de captura dos animais em apoio à Polícia Civil. “Depois disso, com a alta clínica, passaremos à triagem entre espécies nativas e exóticas. As nativas que pudermos reabilitar, soltaremos na natureza. O restante, exóticas e aqueles mais prejudicados, vão para órgão de fauna vinculado ao IAT”, acrescenta.

 

A força-tarefa prendeu 16 pessoas em flagrante e resgatou mais de mil animais. A ação ocorreu simultaneamente em 12 cidades do Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais. As ordens judiciais resultam de uma investigação de dois anos que monitorou grupos virtuais voltados ao tráfico de animais silvestres (da fauna brasileira) e exóticos, de outras partes do mundo. Os crimes investigados são tráfico de animais, maus-tratos, falsificação de documentos públicos, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

 

Entre os animais traficados estão onças, tucanos, araras, macacos, serpentes, aranhas e dezenas de aves nativas e exóticas.

 
 
 

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