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Grupo Tigre completa 36 anos com 100% de solução nos casos de sequestro

há 11 horas
3 min de leitura

31/10/2026


Apenas no primeiro semestre de 2026 realizou 75 prisões


ANPR
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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) celebra nesta sexta-feira (30) os 36 anos do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), unidade de elite especializada no combate a sequestros, extorsões mediante sequestro e resgate de reféns. Com um efetivo de 36 policiais civis, o grupo mantém um histórico de 100% de solução nas ocorrências de sua especialidade e atua em operações de alta complexidade em todo o território nacional.

 

Somente no primeiro semestre de 2026, o Tigre realizou 75 prisões. Ao longo do ano, a unidade também registrou oito acionamentos relacionados a casos de extorsão mediante sequestro. Além das atividades de sua especialidade, o grupo presta apoio a outras unidades da PCPR em investigações, localização de foragidos e cumprimento de mandados que exigem atuação especializada.

 

OCORRÊNCIAS DE DESTAQUE - Entre as ações de destaque deste ano está a localização, em junho, de um homem de 45 anos, conhecido como “Bebezão”, em Vila Velha, no Espírito Santo. O suspeito integrava a lista dos criminosos mais procurados do Brasil, divulgada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, e era apontado como um dos principais traficantes do litoral paranaense.

 

O homem estava foragido desde 2023 e possuía três mandados de prisão em aberto por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

 

Conforme as investigações, ele utilizava uma identidade falsa para permanecer escondido e continuava coordenando atividades criminosas no Paraná mesmo a distância. A captura aconteceu em um edifício no bairro Jockey de Itaparica, após um trabalho de inteligência que permitiu identificar seu paradeiro.

 

Outra operação de destaque aconteceu em agosto, quando o Tigre participou da captura de investigados pelo assassinato de quatro homens em Icaraíma, no Noroeste do Paraná. O crime ocorreu em agosto de 2025, quando as vítimas foram atraídas até uma propriedade rural para tratar da cobrança de uma dívida de R$ 255 mil, relacionada a um negócio imobiliário.

 

Conforme as investigações, os quatro homens foram mortos a tiros em uma emboscada, e os corpos e o veículo foram ocultados em áreas subterrâneas.

 

Após aproximadamente um ano de investigações, pai e filho foram localizados em um sítio na zona rural de Rio das Pedras, no interior de São Paulo. Durante a abordagem, os dois tentaram fugir em direção a uma área de mata, mas foram monitorados por policiais posicionados estrategicamente e por um drone equipado com câmera termal.

 

Na mesma operação, outro integrante da família, apontado como mandante dos crimes, foi preso em Santa Bárbara d'Oeste. Um quarto investigado, que já estava no sistema penitenciário por tráfico de drogas, também teve um mandado de prisão cumprido. O trabalho contou com levantamentos de inteligência e monitoramentos feitos pela PCPR.

 

O Tigre também atuou na localização de um homem de 39 anos investigado pelas mortes de duas primas, ambas de 18 anos, que desapareceram em abril após saírem de Cianorte, no Noroeste do Estado. As jovens foram vistas pela última vez após frequentarem uma casa noturna em Paranavaí. Durante quatro meses, a PCPR realizou diligências para reconstruir o trajeto das vítimas e identificar os envolvidos.

 

Em agosto, o principal investigado foi localizado em Mandaguari, durante uma operação para cumprimento de medidas judiciais. No mesmo dia, os corpos das duas jovens foram encontrados em uma área rural de Paraíso do Norte.

 

Para o delegado-chefe do Tigre, Thiago Teixeira, os resultados refletem a preparação dos policiais e a importância do trabalho integrado entre as unidades de segurança pública.

 

“As operações deste ano mostram que o trabalho do Tigre vai além do combate aos sequestros. Nossa equipe também atua na localização de criminosos de alta periculosidade e em situações que exigem planejamento, inteligência e preparação técnica. São ações que envolvem meses de investigação e um trabalho conjunto com outras unidades policiais para alcançar os resultados”, explica o delegado.


 
 
 

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