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Gestão Tarcísio assina contrato de sede do governo no centro oito meses após leilão

há 48 minutos
2 min de leitura

23/10/2026


Oito meses após o leilão na B3, a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) assinou nesta quinta-feira, 22, o contrato de concessão para construção e administração da nova sede do governo de São Paulo nos Campos Elíseos, no centro da capital. A parceria público-privada (PPP) tem duração de 30 anos e prevê investimento de R$ 6,1 bilhões.


O consórcio Novo Centro, liderado pela construtora RZK, venceu a licitação em fevereiro. Como o Estadão mostrou, já na época, o prazo para erguer o novo centro administrativo, até 2031, preocupava a concessionária.


A estimativa inicial, porém, era assinar o contrato em julho e já dar início ao projeto. Idealizador da nova sede, o secretário estadual de Projetos Estratégicos, Guilherme Afif Domingos, afirma que a assinatura foi postergada por pedido da concessionária. "Eles pediram adiamento para poder cumprir todas as metas, levantar documentos e recursos, buscar fontes de financiamento em um mercado extremamente complexo."

A obra inclui a desapropriação de 312 imóveis para a construção de sete novos prédios nos arredores da Praça Princesa Isabel. As negociações com os atuais moradores devem começar ainda este ano A previsão é de que as intervenções nos Campos Elíseos comecem em 2027 e sejam entregues gradualmente a partir de 2028.


O governo afirmou já ter reservado R$ 500 milhões para as desapropriações. Estimativa da gestão prevê gastos de R$ 676,9 milhões com o processo.


A concessionária ficará responsável pela habitação para as famílias de baixa renda desapropriadas ou removidas. O contrato prevê que as moradias sejam em bairros em um raio de até 3 km da atual residência - com exceção de pessoas que prefiram, por desejo próprio, mudanças para áreas mais distantes.


"Quando vai para a via judicial, não temos muito controle do tempo, né? Então, imaginamos que pode ter algum problema no meio do caminho", afirmou em fevereiro o engenheiro civil Felipe Mahana, diretor da M4, integrante do consórcio ao lado da RZK, Zetta, Engemat e Iron Property.

Diretor-presidente da Companhia Paulista de Parcerias, órgão estatal responsável pelo contrato, Edgard Benozatti Neto disse que o cronograma prevê 18 meses para negociações com atuais moradores antes do início das obras.


"Sabemos que é um prazo bastante ousado. É agressivo. Os próprios participantes do leilão da concessão pontuaram isso muitas vezes. Existe sempre preocupação com esse prazo. Mas o contrato foi baseado no que é possível cumprir", afirmou ao Estadão em fevereiro.


Nesta sexta, Afif afirmou que a gestão espera que as obras já estejam finalizadas até 2030, último ano do segundo mandato de Tarcísio. "O mais fácil é construir. O mais difícil é preparar tudo para poder receber a construção."


Confira o prazo previsto pelo governo:


2026 - Leilão e assinatura do contrato, início de desapropriações, desenvolvimento dos projetos de engenharia e obtenção das licenças para obras;

2027 - Início da construção do terminal de ônibus da Luz e da reforma no Edifício dos Correios;

 

Créditos: Estadão Conteúdo

Foto: G1




 
 
 

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