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Férias exigem atenção redobrada à segurança aquática de crianças com TEA

  • admjornale
  • há 19 minutos
  • 2 min de leitura

15/01/2026


As férias escolares são um período de lazer e diversão e exigem cuidados e atenção com o público infantil. Para famílias de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) a atenção é redobrada, especialmente em ambientes aquáticos. A atração pela água, aliada a dificuldades na percepção de risco e comunicação, torna piscinas, praias e rios locais de vulnerabilidade silenciosa.


Um estudo publicado em 2020, na International Journal of Aquatic Research and Education no Canadá, apontou que muitos pais superestimam a habilidade de natação e subestimam a supervisão constante. Segundo a pesquisa, cerca de 70% dos responsáveis acreditaram que saber nadar é mais importante do que a vigilância adulta, apesar de crianças com TEA apresentarem o dobro do risco de morte por afogamento.


“É um cenário que mostra que a segurança aquática deve ir muito além do ensino de natação”, afirmou a professora de Pós-graduação da Uninter, Paloma Herginzer, graduada em Educação Física e especialista em Educação Especial e Inclusiva. E Formação Docente EAD.


Diante deste ambiente, Paloma listou cinco orientações que devem ser observadas por pais e responsáveis por crianças com TEA, nesse período de férias:1 - Supervisão constante: a vigilância ativa de um adulto é indispensável, pois crianças com TEA podem se aproximar da água de forma rápida e silenciosa.2 - Saber nadar não elimina riscos: a natação é importante, mas não substitui a supervisão contínua.3 - Aulas de natação adaptadas: profissionais capacitados e estratégias adequadas ao TEA aumentam a segurança e os benefícios da atividade.4 - Barreiras de proteção: cercas, portões e dispositivos de segurança reduzem o acesso não supervisionado à água.5 - Preparação para emergências: conhecimento em primeiros socorros e RCP é essencial e pode salvar vidas.


Para Paloma, falar sobre autismo, férias e segurança aquática é um compromisso com a vida. “Com informação, vigilância e prevenção, a água pode ser um espaço seguro de inclusão, desenvolvimento e bem-estar”, afirmou.

 
 
 

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