Futuros médicos aprendem sobre atendimento ao público com deficiência
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21/08/2026

A segunda turma de estudantes de Medicina da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná teve, nesta sexta-feira (21/8), uma manhã de imersão no universo da pessoa com deficiência. A aula de campo aconteceu no Departamento dos Direitos da Pessoa com Deficiência (DPcD) da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH). O objetivo da atividade é estimular os futuros médicos a abordarem os pacientes nessa condição de forma eficiente e humanizada.
Para a professora Rosele Paschoalick, que leciona Saúde Coletiva com ênfase em Relações Humanas e Políticas Inclusivas, o acolhimento ao paciente é uma particularidade que precisa fazer parte da rotina dos novos médicos. “Trazer os alunos para um serviço que trabalha especificamente nessa área ajuda a explicar e ampliar o letramento deles no aspecto das políticas para a inclusão”, disse.
“Esses estudantes estão tendo a possibilidade de se tornarem profissionais inclusivos e, assim, promoverem o acesso da pessoa com deficiência aos seus direitos”, avalia a psicóloga Fernanda Costa Peixoto Primo, que é presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Curitiba e servidora do DPcD. Ela recebeu e conversou com os estudantes sobre os diferentes aspectos da inclusão.
Futuros médicos
Já para os acadêmicos Mariana Fernandes e Leonardo Zaccarias, a aprendizagem tem ajudado a desenvolver um olhar voltado para além das escolhas finais de especialização que cada estudante pode optar no final da graduação.
“É importante esse tipo de abordagem porque a gente precisa, além de ver a forma de tratar uma pessoa com deficiência, fazer o melhor tratamento possível no futuro. A gente precisa ter esse olhar de como deixar essa pessoa o mais confortável possível dentro da prática médica”, diz Mariana.
Para Leonardo, as informações recebidas deveriam ser compartilhadas com o público em geral, a fim de que todos se conscientizassem sobre as particularidades das pessoas com deficiência. “São informações que nós deveríamos ter contato não apenas como médicos, mas como cidadãos”, avalia.
Assim como os demais colegas de turma, até o fim do ano a dupla terá a oportunidade de demonstrar o que aprendeu por meio de um projeto a ser aplicado em uma escola da rede municipal de ensino.
Foto: Levy Ferreira/SECOM







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