Ex-patrocinadora perde ação na Justiça e terá que pagar mais de R$ 30 milhões ao Athletico
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17/08/2026
Juiz rejeitou os argumentos da ex-patrocinadora e manteve a cobrança milionária em favor do Rubro-Negro

A 12ª Vara Cível de Curitiba decidiu, no dia 14 de agosto de 2026, a favor do Athletico em uma disputa na Justiça contra a Ligga Telecom, sua ex-patrocinadora. A Justiça negou os recursos apresentados pela empresa e manteve a cobrança de R$ 32.025.275,14 em favor do clube.
O juiz Lucas Cavalcanti da Silva rejeitou os argumentos de defesa da Ligga. Segundo a decisão, o fim do contrato de naming rights não precisava de autorização prévia da Justiça. O juiz também descartou a alegação de que o rebaixamento do Furacão à Série B em 2024 justificaria a suspensão dos pagamentos, já que o contrato não tinha nenhuma cláusula que ligasse os valores ao desempenho do time em campo
O Rubro-Negro deve receber o dinheiro rapidamente, pois a dívida estava garantida no processo por meio de uma carta fiança, o que permite o resgate ágil do valor. A Ligga, no entanto, ainda pode recorrer da decisão.
Além do valor principal, a empresa também terá que pagar as custas do processo e os honorários dos advogados, fixados em 10% sobre o valor da causa.
A disputa começou depois que a Ligga deixou de pagar as parcelas do patrocínio a partir de setembro de 2024. O contrato entre as partes tinha sido assinado em junho de 2023 e era um dos maiores acordos de naming rights do Brasil, com previsão de durar 15 anos e valor total estimado entre R$ 200 e R$ 209 milhões. Com o acordo, o estádio passou a se chamar Ligga Arena.
Diante dos atrasos, o Furacão da Baixada rompeu o contrato em 2025 e voltou a usar o nome Arena da Baixada. O clube entrou com a ação de cobrança, e o valor pedido no início, de R$ 56,4 milhões, foi reduzido para cerca de R$ 32 milhões, sendo R$ 23,5 milhões da multa de rescisão e R$ 8,4 milhões de dívidas em aberto.
Na defesa, a Ligga alegou que sua imagem foi prejudicada por episódios ocorridos em 2024, como a campanha de marketing conhecida como “Pacto”, o rebaixamento à Série B e um gesto ofensivo do presidente Mario Celso Petraglia à torcida.
O Rubro-Negro rebateu os argumentos, classificando-os como frágeis e contraditórios, e lembrou que a falta de pagamento começou antes desses acontecimentos.
Muito além da parceria com a Ligga, o Furacão construiu ao longo dos anos um histórico pioneiro e inovador na venda de naming rights no futebol brasileiro. Duas parcerias diferentes ajudam a contar essa trajetória.
Em março de 2005, o clube se tornou o primeiro do Brasil a vender os direitos de nome do seu estádio. Durante os três anos de contrato, a Arena da Baixada adotou oficialmente o nome de Kyocera Arena.
A parceria com a multinacional japonesa de tecnologia e impressoras não ficou só no estádio. A marca da Kyocera também estampou o patrocínio máster da camisa rubro-negra no período. O ciclo se encerrou em março de 2008, sem renovação, por causa de divergências sobre os valores de reajuste que o clube esperava receber.
Mais recentemente, o time rubro-negro adotou um modelo diferente, com a venda de naming rights de áreas específicas do estádio. Em novembro de 2025, ao renovar o contrato de fornecimento de material esportivo, parceria que já somava 28 anos, a marca inglesa Umbro comprou os direitos de nome de um setor da arena.







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