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Europeus discutem enviar tropas à Groenlândia

  • Foto do escritor: JORNALE
    JORNALE
  • há 47 minutos
  • 3 min de leitura

12/01/2026


Presidente dos EUA faz investida para tomar a ilha do Ártico


Um grupo de países europeus está discutindo planos para reforçar sua presença militar na Groenlândia para fazer frente às ameaças de anexação feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou a agência de notícias norte-americana Bloomberg no domingo (11).

 

Segundo a Bloomberg, a iniciativa está sendo liderada pelo Reino Unido e pela Alemanha e visa mostrar a Trump que a Europa está levando a sério a segurança no Ártico. Os alemães irão propor a criação de uma missão conjunta da Otan para proteger a região do Ártico, afirmaram à agência fontes familiarizadas com os planos.

 

Um porta-voz do governo da Alemanha afirmou nesta segunda-feira (12) que a Otan está discutindo o fortalecimento adicional da segurança no Ártico por conta da investida de Trump para tomar a Groenlândia, que pertence à Dinamarca. A ideia seria amenizar preocupações de segurança dos EUA na região. O ministro da Defesa da Bélgica afirmou à agência de notícias Reuters disse que a há necessidade de "uma operação da Otan no extremo norte", em referência ao Ártico.

 

O presidente norte-americano, Donald Trump, realiza uma investida para tornar a Groenlândia, uma ilha do Ártico que pertence à Dinamarca, parte dos EUA (leia mais abaixo). O presidente norte-americano chegou até a sugerir estar disposto a sacrificar a Otan —da qual os EUA e a Dinamarca fazem parte— pela ilha do Ártico, o que gerou temor de que a existência da aliança militar estaria ameaçada.

 

Diante das ameaças de Trump, a Europa corre contra o tempo e prepara, desde semana passada, um plano para o caso do presidente norte-americano de fato ordenar uma invasão militar à Groenlândia. Ainda não se sabe quais países participariam do plano além da França e da Alemanha.

 

Trump disse na sexta-feira que os Estados Unidos precisam ser donos da Groenlândia para impedir que a Rússia ou a China a ocupem no futuro. Ele afirmou diversas vezes que embarcações russas e chinesas estão operando perto da ilha, algo que países nórdicos desmentiram.

 

 

Ao mesmo tempo em que Trump faz ameaças militares à Groenlândia e troca ameaças com os europeus, a Casa Branca trabalha também com outra via para adquirir a ilha, por meio da compra. O secretário de Estado, Marco Rubio, vai receber líderes dinamarqueses e groenlandeses em Washington D.C. nesta semana para discutir as possibilidades.

 

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou no domingo que seu país, a Europa e os aliados se encontram em uma "encruzilhada" diante da crise com os EUA sobre o controle da Groenlândia. Ela reiterou que o mundo como conhecemos acabará se Trump decidir tomar a ilha à força.

 

"Estamos em uma encruzilhada e este é um momento decisivo. Se os americanos derem as costas à aliança ocidental ao ameaçarem um aliado, então o mundo irá parar", disse Frederiksen durante um evento de Ano Novo do Partido Social Liberal, segundo a emissora TV2.

 

Frederiksen, que admitiu não conversar com Trump sobre a Groenlândia desde janeiro do ano passado, disse que a Dinamarca deixará claro que não fará concessões em "valores fundamentais" durante a reunião com Rubio, porém sem dar mais detalhes. Anteriormente, a premiê dinamarquesa disse que a ilha não está à venda e que continuará sob sua tutela.

 

Em meio às ameaças de Trump, a Otan compartilhou em suas redes sociais nos últimos dias imagens de soldados da aliança militar no Ártico. Os registros seriam prévios a um exercício militar marcado apenas para março na região.


 
 
 

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