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Esquema que usava transportadoras para distribuir contrabando é alvo da PF na Grande Curitiba

  • 10 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

10/12/2025


Criminosos costumavam transportar celulares, cigarros e dispositivos eletrônicos



Um esquema que usava transportadoras, empresas de fachada e vans para distribuir mercadorias contrabandeadas vindas do Paraguai foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (10), na Grande Curitiba. Os alvos são suspeitos de estruturar uma rede logística criada para dar aparência legal ao transporte dos produtos.

 

De acordo com a PF, a Operação Vectris cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, além de ordens de sequestro de bens móveis e imóveis vinculados aos investigados. Os alvos estão em Curitiba, Colombo, São José dos Pinhais, Medianeira e Foz do Iguaçu.

 

O grupo contava com integrantes situados na região de fronteira, encarregados pelas remessas das cargas para Curitiba por meio de empresa transportadora, usando notas fiscais com conteúdo falso ou ideologicamente inverídico para encobrir a verdadeira natureza dos produtos transportados. O núcleo operação, responsável pela coordenação e gerenciamento do esquema, era baseado em Curitiba.

 

Após a chegada das remessas a Curitiba, os integrantes do grupo buscavam as mercadorias diretamente na transportadora usando nomes de destinatários falsos. Depois disso, o operador logístico recebia as cargas, organizava a distribuição dentro da cidade e repassava os produtos para outros membros do esquema. Eles seguiam com as mercadorias em vans até pontos de venda clandestinos em São Paulo e Santa Catarina.

 

As investigações apontaram que as cargas ilegais eram, principalmente, celulares, cigarros estrangeiros e dispositivos eletrônicos para fumo. Todos entravam no país de forma irregular e sem pagamento de impostos, o que caracteriza contrabando e descaminho.

 

A PF estima que o esquema movimentava valores milionários e poderia superar R$ 10 milhões por ano, levando em conta o volume e a frequência das remessas identificadas.

 

“A ação conta com a colaboração institucional da Receita Federal do Brasil e da Guarda Municipal de São José dos Pinhais, cujos procedimentos contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento da investigação”, disse a corporação.


 
 
 

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