Esposa e filha caçula de Pedro Bial são assaltadas em São Paulo
- admjornale
- há 2 horas
- 3 min de leitura
23/01/2026

A jornalista Maria Prata, esposa de Pedro Bial, compartilhou nas redes sociais um vídeo que flagrou o momento em que ela foi assaltada ao lado da filha Dora, de apenas 6 anos. O caso ocorreu nesta quinta-feira (22), no bairro da Lapa, Zona Oeste de São Paulo, e foi captado por câmeras de segurança.
As imagens mostram as duas caminhando na calçada, quando um motoqueiro aponta uma arma e exige que a jornalista entregue seus pertences.
"Hoje foi comigo. Essa imagem sem som que vemos repetidamente no feed: uma câmera de segurança, um motoqueiro de capacete e mochila de entregas, uma arma, alguém sendo assaltado na rua. Agora esse alguém era eu. Com minha caçula colada em mim. E com som, que não sai da minha cabeça", escreveu Prata na legenda da publicação.
Ela também explicou que não agiu com imprudência. "Não estava com celular na mão. Não estava “dando bobeira” num “lugar perigoso”. Estacionei o carro em uma rua residencial (fofa, de casinhas geminadas, na Lapa) e estava andando 20m até a casa para onde íamos", detalhou.
No post, a jornalista relembrou o diálogo entre ela e o criminoso, assim como os questionamentos de sua filha caçula no momento do incidente.
"'Não se mexe, entrega tudo, cadê o iPhone?'. 'Tá na bolsa. Eu estou com uma criança, fica calmo, pode levar tudo'. 'Mamãe, por que você tá tirando sua aliança?'. 'Qual a senha do iPhone? A senha do iPhone!'. Eu dizia a senha, mas, nervoso, ele errava as teclas. 'Repete! A senha!!'. 'Eu abro o celular pra você!'. 'A senha!! Você é polícia?!'. Ele passou a mão na minha cintura pra ver se eu estava armada. Repeti a senha. Finalmente abriu. Ele revirou a bolsa, pegou meus cartões e saiu'".
Segundo Maria, a filha não conseguiu entender o que havia acontecido. "Dora não viu a arma, não entendeu o que estava acontecendo por um motivo óbvio: ela sequer sabe que isso acontece", explicou.
"Entramos na casa, fomos acolhidas por muitos amigos. Entreguei Dora pro Pedro, que estava lá, e desabei longe dela. Só ali, pelas conversas, caras e perguntas, ela sentiu o baque. Chorou, ficou com medo, 'quero ir pra casa, mamãe'. Chegou polícia, depoimento. Horas de telefonemas cancelando tudo", relatou Prata.
Segundo a jornalista, após choque, o incidente mexeu com a pequena Dora e com ela mesma.
“Dora passou o dia falando sobre isso, processando, perguntando, querendo entender o que foi aquilo, quem era aquele cara, por que ele queria o telefone, a senha, a aliança, por que isso acontece. São 4h da manhã, não consigo dormir. Minha cabeça é um replay sem fim de áudios e imagens de uma situação que ninguém deveria passar na vida. Nem eu, nem a Dora, nem aquele cara", enfatizou Maria.
A jornalista ainda tranquilizou os amigos e seguidores. Além disso, ela refletiu sobre a brevidade da vida e como situações como esta podem ser perigosas. “Estamos bem, têm coisas muito piores, o pesadelo poderia ser outro. Mas a vida é mesmo um sopro. Um movimento errado e o desfecho poderia ser outro, como já foi com tanta gente”, escreveu.
“Passamos as férias dedicados a mostrar para nossas filhas o Brasil mais sensacional que há. Hoje, o pior do Brasil nos atropelou”, finalizou a jornalista.
Foto: Reprodução/Instagram









Comentários