Envolvidos em acidente que matou 19 pessoas na BR-376 são alvos de operação

25/05/2021


Investigação revela organização criminosa para transporte clandestino de passageiros



A Polícia Civil do Paraná deflagrou uma operação contra envolvidos em um acidente que matou 19 pessoas na BR-376, em Guaratuba, no Litoral do Paraná, em janeiro deste ano. A ação foi deflagrada na manhã desta terça-feira, dia 25, no Pará e em Santa Catarina.


De acordo com as investigações, o alvo da operação é uma organização criminosa envolvida no transporte clandestino de passageiros. Agentes cumprem 15 mandos de busca e apreensão.


Segundo a polícia, o laudo pericial do acidente feito pela Polícia Científica do Paraná apontou que o motorista trafegava em alta velocidade e que o freio funcionava parcialmente, no momento do acidente.


O delegado Edgar Santana disse que o veículo trafegava a 96 km/h a 250 metros do ponto do acidente. A velocidade permitida para o trecho é de 60 km/h.


"O motorista no depoimento foi categórico ao afirmar que a causa determinante do acidente foi a falta de freios. No entanto, os peritos constataram que 10 segundos antes da colisão com a mureta de contenção, o ônibus reduziu a velocidade de 96 km/h para 54 km/h, o que evidencia a atuação do sistema de freio", afirmou.


O laudo apontou ainda que uma das causas do acidente foi a falta de manutenção do veículo.


Segundo o delegado, o proprietário do veículo estava ciente da possibilidade do acidente e colocou em circulação um ônibus sem condições de trafegar. O investigado deve responder por homicídio com dolo eventual.


Ainda conforme as investigações os passageiros foram transportados de forma clandestina, após a Polícia Civil constatar que as informações presentes na licença de viagem emitida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) não corresponderem à realidade.


Santana afirmou que, diferentemente do que havia sido informado, a viagem não se trata de fretamento turístico ou eventual, mas sim de transporte clandestino de passageiros.


Para o delegado, a conduta da empresa se encaixa nos crimes de usurpação de função pública e organização criminosa, com penas que podem chegar a 13 anos de prisão.


Os mandados de busca e apreensão são cumpridos em Ananindeua (PA) e Belém, além de Florianópolis.


Foto: Divulgação PRF


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