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Eliminação na Copa do Brasil é novo alerta para um Coritiba

  • 14 de mai.
  • 2 min de leitura

14/05/2026


Alviverde tem uma vitória em dez jogos


Divulgação
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O futebol, em sua essência mais pragmática, costuma punir quem desperdiça chances e premiar quem sabe sofrer. A diferença entre o Coritiba, novamente eliminado precocemente da Copa do Brasil, e o Santos, garantido nas oitavas de final, foi resumida pela eficiência cirúrgica na somatória dos 180 minutos.

 

Se na Vila Belmiro o Coxa flertou com a vitória e viu Pedro Rocha e Breno Lopes perderem oportunidades capitais, o reencontro no Couto Pereira serviu como um choque de realidade. O Peixe precisou de pouco para ser letal, convertendo suas principais investidas com Gabriel Bontempo e Adonis Frías, enquanto os donos da casa esbarraram nas próprias limitações técnicas.

 

O roteiro da partida de volta guardou semelhanças cruéis com o primeiro duelo. O Coritiba iniciou o confronto com um volume de jogo forte, tentando empurrar o Santos contra a própria meta. Houve o grito de gol no cabeceio anulado de Bruno Melo abafado pelo impedimento e a frustração no chute de Lucas Ronier, que parou em uma defesa de Gabriel Brazão.

 

No entanto, o ímpeto do Coxa durou pouco. Assim que o Santos encaixou a marcação, a bola encontrou Neymar que, mesmo com número inferior de companheiros no ataque, serviu Gabriel Bontempo. O primeiro gol santista fez o brilho paranaense se apagar.

 

Com uma tranquilidade atípica para um visitante, o time paulista controlou as ações e ampliou a vantagem antes mesmo dos 30 minutos, deixando o Coxa entregue emocionalmente ainda na primeira etapa.

 

Na volta do intervalo, a tentativa de reação de Fernando Seabra passou pela entrada de Breno Lopes na vaga de Lavega, buscando maior presença de área e profundidade. O Coritiba até deteve a posse de bola e ocupou o campo ofensivo, mas o domínio foi meramente protocolar.

 

Mesmo com a entrada de Gustavo para tentar qualificar a articulação ao lado de Josué, a equipe careceu de agressividade. Diante do maior público da temporada no Couto Pereira, o torcedor assistiu a um time burocrático, que circulava a bola sem oferecer perigo real a um Santos postado de forma sólida e sem grandes sustos na defesa.

 

 

A eliminação deixa um rastro de preocupação além da queda no mata-mata. Com apenas uma vitória nos últimos dez jogos, o sinal de alerta está ligado para a sequência da Série A.

 

A proximidade da pausa para a Copa do Mundo surge como um alento e, ao mesmo tempo, como um prazo de validade para ajustes urgentes. Afinal, restam mais três jogos até a parada, e o Coxa terá Santos, Bahia e Flamengo pela frente. Pontuar se faz necessário.

 

Mais do que o adeus aos milhões da premiação, a queda para o Santos expõe um Coritiba que produz muito para entregar quase nada: falta repertório para decidir jogos grandes e frieza para converter o volume de jogo em placar.

 

Sem a Copa do Brasil no calendário, o foco total na Série A vira obrigação, mas a sobrevivência na elite exigirá um elenco mais encorpado e menos propenso a erros tão fatais quanto os vistos contra o Peixe, uma vez que a sobrevivência na Série A dependerá de uma reforma na identidade competitiva.


 
 
 

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